A recente saída de Ricardo Lewandowski do comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) continua repercutindo em Brasília. Em uma estudo contundente, o parlamentar paranaense Rodrigo Marcial publicou um texto onde refuta a tese governista de uma “saída estratégica”, classificando o incidente uma vez que uma queda vexatório provocada pela “própria incompetência e pelo jogo sujo” da capital federalista.
Segundo a avaliação do parlamentar, a trajetória de Lewandowski no ministério já começou marcada pela controvérsia. Marcial aponta a “troca descarada” envolvendo a ida de Flávio Dino para o Supremo Tribunal Federalista (STF) e a vinda imediata de Lewandowski da incisão para o Executivo. O texto critica o silêncio da esquerda diante dessa movimentação, contrastando com a reação ruidosa quando o ex-juiz Sérgio Moro deixou a magistratura para assumir o mesmo ministério no governo anterior. Marcial ainda relembra a atuação de Lewandowski no STF durante o Mensalão, rotulando-o uma vez que um “militante de luxo mascarado de magistrado”.
Falhas na gestão da Segurança Pública
O ponto mediano da sátira reside na ineficácia da gestão. De entendimento com Marcial, a principal missão dada por Lula a Lewandowski — a aprovação da PEC da Segurança Pública — fracassou retumbantemente. O parlamentar argumenta que o Congresso “triturou a proposta” por considerá-la confusa, burocrática e voltada para uma convergência excessiva de poder na União, engessando as polícias estaduais.
O texto cita a crise de segurança no Rio de Janeiro uma vez que o “último prego no caixão” da gestão Lewandowski. Para Marcial, o governo federalista tornou-se irrelevante no combate ao violação organizado, a ponto de governadores precisarem agir por conta própria e se unirem para oferecer espeque reciprocamente, à revelia de Brasília. O parlamentar destaca uma vez que “auge da vergonha” o incidente em que Lewandowski teria sido desmentido ao vivo pelo próprio diretor da Polícia Federalista sobre as operações no Rio.
Loteamento político e inchaço da máquina
Para além da gestão, Rodrigo Marcial aponta um motivo político oculto para a saída do ministro: o desmembramento do MJSP. Segundo a estudo, Lewandowski serviu uma vez que “boi de piranha” para transfixar caminho para a partilha da pasta em dois ministérios distintos.
O objetivo dessa manobra, segundo o parlamentar, seria “repartir cargos e verba para a eleição”, loteando o governo entre aliados políticos. Marcial critica duramente o que labareda de “inchaço da máquina pública” para sustentar um projeto de poder, comparando os atuais 38 ministérios do governo Lula com os 23 da gestão Bolsonaro.
O texto encerra com uma avaliação sombria do legado do ex-ministro, afirmando que Lewandowski “sai menor do que entrou”, deixando o STF pela porta dos fundos e o Ministério “pela porta da incompetência”, deixando no ar a incerteza se a segurança pública do país irá respirar ou se o pior ainda está por vir.
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