Ministro Cristiano Zanin arquivou questionário contra Og Fernandes do STJ em seguida PGR mostrar privação de elementos para prosseguir com investigação sobre venda de sentenças
Por ContraFatos 31/07/2026 Atualizado em 31/07/2026
Decisão do STF encerra investigação contra ministro do STJ em seguida PGR concluir privação de elementos para prosseguir
O questionário que investigava o ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por suposto envolvimento em um esquema de venda de sentenças foi encerrado na sexta-feira, 31. A decisão partiu do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federalista (STF), que acolheu parecer do Ministério Público Federalista favorável ao arquivamento.
PGR não encontrou indícios suficientes para manter a persecução
Na véspera da decisão, na quinta-feira, 30, a Procuradoria-Universal da República (PGR) havia publicado relatório recomendando o fecho das apurações. Segundo o órgão, não existiam elementos mínimos que justificassem a perenidade do questionário destapado contra Fernandes.
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Ao ordenar o arquivamento, Zanin destacou em sua decisão monocrática: “Não cabe a leste relator substituir-se ao titular da ação penal para formular qualquer raciocínio de oportunidade e conveniência sobre o préstimo da hipótese investigativa”. O ministro do STF acrescentou: “Sobretudo quando o órgão ministerial afirma não ter identificado elementos indiciários mínimos a justificar o prosseguimento da persecução, apesar de terem sido previamente deferidas, por leste relator, todas as diligências por ele requeridas.”
Origem do questionário: dados extraídos do celular de jurisperito falecido
A investigação teve início a partir de uma representação da Polícia Federalista (PF). Agentes extraíram informações do aparelho celular do jurisperito Roberto Zampieri, falecido em 2023. As mensagens recuperadas do dispositivo levaram a corporação a levantar a hipótese de um esquema de comercialização de decisões judiciais em diversas instâncias do Judiciário brasílico.
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O papel do ex-chefe de gabinete na suspeita
Uma das frentes investigativas apontava Rodrigo Falcão de Oliveira Andrade, portanto encarregado de gabinete do ministro do STJ, uma vez que verosímil intermediário no esquema. Segundo a PF, ele faria a ponte entre magistrados e eventuais interessados na compra de determinadas sentenças. A corporação destacou ainda que Andrade, do qual salário era de R$ 15 milénio, teria adquirido, em quantia vivo, um relógio da marca Rolex estimado em R$ 106 milénio.
Og Fernandes sempre negou qualquer participação no suposto esquema de venda de sentenças. Com a decisão de Zanin, o ministro do STJ deixa de responder à investigação.
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