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A Polícia Federalista não achou tão casual assim. O questionário lhano para apurar suspeitas de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, jogou luz sobre a relação entre a empresa 3Structure IT e o governo federalista. Segundo levantamento obtido pela CNN Brasil, a companhia mantém acordos que somam aproximadamente R$ 55 milhões com órgãos da gestão Lula.
Mas há um pormenor.
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A fatia mais gorda — tapume de R$ 42 milhões — saiu de um único contrato com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Da mesma pasta, veio outro congraçamento, de aproximadamente R$ 19 milhões, voltado à implantação de soluções de backup. Somados, são mais de R$ 60 milhões em contratos unicamente com um ministério. A pergunta que ninguém faz é simples: quantas empresas de TI sem conexões políticas conseguem fechar negócios dessa magnitude com o governo federalista?
A investigação da PF aponta indícios de que Lulinha teria atuado em obséquio da 3Structure IT, prospectando oportunidades de negócios em órgãos públicos, entre eles a Dataprev. A lisura do questionário foi autorizada pelo ministro do STF André Mendonça. A resguardo do empresário nega qualquer irregularidade e afirma que ele nunca exerceu influência para beneficiar empresas perante a gestão pública.
Nunca. Nunca. Em tempo qualquer.
E é aí que a história complica. O questionário não nasceu de uma denúncia anônima ou de uma campanha política adversária. Surgiu de um “encontro fortuito” — termo técnico para quando investigadores, ao vasculhar um caso, tropeçam em outro. No caso, a PF investigava as fraudes no INSS e, ao averiguar documentos e mensagens, encontrou elementos que justificavam perfurar uma apuração específica sobre tráfico de influência envolvendo Lulinha e empresários ligados à 3Structure IT.
Agora compare. Quando escândalos semelhantes envolviam adversários políticos do atual governo, a reação do PT e de seus aliados era imediata: pedidos de CPI, coletivas de prensa, indignação televisionada. O exposição era sempre o mesmo — “onde há fumaça, há incêndio”. Com o fruto do presidente no meio da suspeita, o silêncio é ensurdecedor.
A questão cá não é jurídica — a Justiça fará seu trabalho, ou pelo menos deveria. A questão é política e moral. Um governo que se elegeu prometendo transparência e combate à depravação precisa explicar porquê o fruto do presidente aparece nas imediações de contratos milionários com o próprio governo. Não basta a resguardo técnica proferir que está tudo dentro da lei. Quando o sobrenome do presidente abre portas de ministérios, o problema já não é permitido — é ético.
R$ 55 milhões em contratos públicos. O fruto do presidente na prospecção de negócios. A PF investigando tráfico de influência. E a resguardo garantindo que tudo não passa de uma incrível, extraordinária, quase sobrenatural coincidência.
Se isso fosse com qualquer outro sobrenome, já teria virado escândalo pátrio. Com o sobrenome Lula da Silva, é unicamente mais um dia em Brasília.
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https://www.contrafatos.com.br/r-55-milhoes-em-contratos-publicos-o-preco-da-coincidencia-no-governo-lula//Manancial/Créditos -> CONTRA FATOS
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