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Projeção de segundo vez entre Flávio e Lula
Renata Abreu foi enfática ao declarar que enxerga o senador fluminense uma vez que o principal nome da oposição no momento. “Ele está poderoso. Eu acho que haverá segundo vez entre Flávio e Lula e não há eleição ganha para nenhum dos dois. Tudo será definido na última semana”, afirmou. Para a dirigente, uma eventual concentração em um único competidor poderia gerar uma transmigração massiva de votos caso Flávio Bolsonaro perdesse fôlego, mas esse cenário, na visão dela, não se concretiza. “Se houvesse, por exemplo, um único candidato, poderia, caso o Flávio desidratasse, possuir uma transmigração, uma vaga para ele. Mas isso hoje eu não consigo enxergar em hipótese nenhuma.”
Podemos abre discussão sobre suporte a Flávio Bolsonaro
Quase todos os partidos de direita e centro-direita já declararam neutralidade em relação à candidatura de Flávio Bolsonaro. O Podemos é uma das poucas legendas que ainda não se pronunciaram oficialmente. A definição deve trespassar da convenção partidária marcada para o domingo, dia 2 de agosto, dentro do prazo lícito de 5 de agosto estabelecido pela legislação eleitoral para que as siglas confirmem candidatos ou manifestem suporte a outras agremiações.
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“Ainda estamos em tratativas. Fizemos a convenção, a discussão já está ensejo e foi encaminhada para a Executiva Vernáculo. Neste momento, estamos conversando com todos os nossos presidentes estaduais dentro do nosso projeto, que é a eleição de deputados federais, para termos uma definição a saudação”, detalhou Renata Abreu.
Sem candidato próprio ao Executivo federalista
Diferentemente de 2022, quando Álvaro Dias concorreu à Presidência pelo partido, a direção do Podemos decidiu não lançar candidato ao Executivo federalista nesta eleição. A bancada da legenda saltou para 27 deputados federais, e a estratégia atual privilegia a consolidação interna. A deputada, que ocupa o procuração desde 2015 — estação em que o partido ainda se chamava PTN —, defendeu essa escolha.
“Entendemos que o envolvente está extremamente polarizado. Há muitos candidatos com perfil de centro-direita e o Podemos tem um perfil de centro-direita. Agora, nós estamos preparando quadros ainda, logo é uma construção de uma campanha pátrio. O momento é de consolidação do partido”, disse. Ela destacou que no Estado de São Paulo a legenda possui 11 deputados federais, constituindo a segunda maior bancada, além de candidatos ao governo do Pará e ao Senado por Tocantins, muito uma vez que prefeitos de cidades relevantes.
Foco no Legislativo uma vez que estratégia de prolongamento
Renata Abreu explicou por que concentrar esforços no Legislativo é mais vantajoso para o partido no cenário atual. “Primeiro, o Legislativo ganhou muita força. Tem um comando muito grande. Segundo, em termos de estratégia partidária, podemos ter um partido que quer apresentar, uma vez que eu falei, opções para as pessoas. Nós precisamos fazer a prelecção de lar antes. Existe a cláusula de barreira, é necessário cuidar primeiro da instalação. Temos um planejamento estratégico de 10 anos”, afirmou.
Independência em vez de oposição sistemática
Sobre a relação com o governo federalista do presidente Lula, do PT, a dirigente partidária fez questão de traçar uma relevo. “Somos independentes, mas não somos um partido de oposição, somos um partido que, quando as pautas são importantes, votamos. Crescemos por justificação da boa pronunciação política e das próprias propostas do partido”, declarou.
Renata ressaltou que a polarização que observa no Brasil vai além do espectro ideológico. “As opiniões são diferentes. O Nordeste é dissemelhante do Sul. Logo, o representante do Nordeste tem que ter um alinhamento com quem o colocou lá. O que fez o Podemos crescer muito foi justamente o trabalho de dar voz e fortalecer novas lideranças. Tudo é discutido com a bancada. As decisões são tomadas de forma coletiva”, completou. Ela citou uma vez que exemplo o incidente do suporte ao governador de São Paulo, no qual o Podemos foi a única {sigla} com presença integral de prefeitos, deputados federais e estaduais no evento.
Partido de causas, não de ideologia estática
Ao abordar o rótulo frequente de integrante do Centrão e as acusações de fisiologismo que recaem sobre esse grupo, a presidente do Podemos defendeu uma visão pragmática. “Apesar de o Podemos ser posto uma vez que de centro-direita, não se trata de um partido de ideologia, mas de causas. Não existe uma ideologia estática em um mundo dinâmico”, sustentou.
Ela enumerou dois pilares do partido: a formação de cidadãos mais conscientes e a resguardo de causas transformadoras, uma vez que a da mulher e a dos animais. “A justificação de hoje pode não ser a justificação de amanhã, principalmente na era da tecnologia. No Congresso, naturalmente existem partidos ligados a vieses ideológicos e partidos fisiológicos. É difícil categorizar, mas realmente haverá momentos em que nós, dependendo da justificação, estaremos ou não no mesmo espectro de outros”, acrescentou.
Formação de quadros com alcance internacional
A deputada também destacou os investimentos do Podemos em capacitação de lideranças, um pouco que, segundo ela, diferencia a {sigla} de outros partidos. “Temos uma estratégia de construção de grupo que os partidos têm deixado de lado. Cada prefeito nosso tem um protecção, tem um trabalho específico”, disse. Ela citou programas de formação internacional, uma vez que intercâmbios em Barcelona promovidos pela Instalação Podemos no contextura do Smart Cities e uma parceria com a Universidade de Salamanca voltada à capacitação de deputados federais.
Reformas prioritárias para o Brasil
Questionada sobre quais transformações estruturais são mais urgentes para modernizar o Estado, Renata Abreu reconheceu avanços em frentes uma vez que a tributária e a previdenciária, e indicou espaço para aprimoramento na reforma trabalhista. Porém, destacou duas agendas que considera estratégicas.
“A reforma administrativa é necessária, precisa ter um enxugamento, sim, de privilégios e da máquina pública. A outra é a reforma educacional, e esse é um ponto estratégico do país, na minha visão, e sobre o qual ninguém está falando”, afirmou. A deputada criticou a grade curricular vigente: “Hoje, mais de 70% do que é ensinado nas escolas não tem emprego prática na vida das crianças e na sociedade.” Para ela, o debate educacional precisa ir além da valorização dos professores, da infraestrutura e do investimento nas escolas, abrangendo uma revisão profunda dos conteúdos ensinados.
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