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Antonio Carlos Striotto Marins, 67, descobriu um melanoma quase por casualidade, durante o tratamento de um cancro de próstata. Uma consulta revelou uma pinta antiga no abdômen com propagação irregular. Vieram a biópsia, a cirurgia e, meses depois, novos nódulos nas axilas. O diagnóstico: metástase.
O cancro havia se espalhado para outros órgãos. O médico estimou entre 6 e 9 meses de vida. Havia um tratamento capaz de moderar o progresso: o pembrolizumabe, imunoterapia já incorporada ao SUS para casos de melanoma avançado. Marins recorreu à Justiça, obteve decisão favorável e esperou muro de 9 meses para receber a primeira ração. Nesse pausa, o tumor atingiu novos órgãos.
A morte de Larissa
O caso de Marins integra um padrão documentado pela Associação Brasileira de Cancro do Sangue. Uma paciente de 33 anos identificada uma vez que Larissa Amorim morreu em 14 de maio depois esperar 59 dias por um medicamento já incorporado ao SUS, o blinatumomabe, indicado por seus médicos uma vez que lanço necessária para um transplante de medula óssea.
A família conseguiu, em segunda instância, uma decisão de urgência determinando o fornecimento inesperado. A União foi intimada em 16 de março de 2026. O remédio nunca chegou. Para não deixá-la sem tratamento, os médicos repetiram um protocolo de quimioterapia pesado, com risco de infecções graves. Larissa contraiu uma infecção, foi intubada e morreu.
A Abrale aciona a PGR
O caso levou a Abrale a acionar a Procuradoria-Universal da República, denunciando falhas estruturais na oferta de tratamentos oncológicos já aprovados pelo Estado. A entidade aponta que o padrão se repete: decisões judiciais obtidas, intimações cumpridas, medicamentos que não chegam.
O que disse Gilmar Mendes
O ministro do STF Gilmar Mendes, ao comentar o caso de Marins em entrevista ao Poder360, afirmou que o sistema “ainda reage com tardança a demandas urgentes” e que o repto é “estruturar um protótipo capaz de seguir a velocidade das transformações na medicina”. O ministro também apontou a pressão metódico sobre o SUS gerada pelo surgimento contínuo de novos medicamentos e pelos custos associados a essas inovações.
A produção pátrio do pembrolizumabe
Em março de 2026, o Ministério da Saúde anunciou uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo entre o Instituto Butantan, a MSD e a União para a produção pátrio do pembrolizumabe.
A iniciativa prevê transferência de tecnologia da farmacêutica para o laboratório público e promete ampliar o aproximação ao medicamento no SUS e reduzir custos. A expectativa do governo é expandir o uso para outros tipos de cancro, uma vez que pulmão, pomo e pescoço do útero, à medida que novas indicações forem avaliadas pela Conitec.
https://www.conexaopolitica.com.br/politica/morre-paciente-com-cancer-que-esperou-7-meses-por-remedio-aprovado-pelo-sus-e-garantido-pela-justica//Manadeira/Créditos -> CONEXÃO POLÍTICA
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