
CLIQUE E ASSISTA AGORA: o influenciador de direita Alex Oliveira partiu para cima de Lula e fez uma das cobranças mais pesadas contra o presidente na superfĂcie de segurança pĂșblica. Depois de relembrar a resguardo feita por Lula Ă s visitas familiares de presos durante as saĂdas temporĂĄrias, Alex disparou: âEssas mortes estĂŁo nas suas costas!â
A revelação ocorre em meio Ă retomada da discussĂŁo sobre as chamadas âsaidinhasâ em datas familiares, mormente no perĂodo do Dia dos Pais.
Esse debate nĂŁo surgiu agora.
Em abril de 2024, Lula vetou parcialmente o projeto reconhecido pelo Congresso que restringia as saĂdas temporĂĄrias. O presidente decidiu preservar a possibilidade de visitas familiares e afirmou que âfamĂlia Ă© coisa sagradaâ, argumentando que o contato entre detentos e familiares poderia contribuir para a ressocialização.
Meses depois, Lula voltou ao tema e declarou que o percentual de beneficiĂĄrios que nĂŁo retornavam aos presĂdios era pequeno. Segundo o presidente, nĂŁo faria sentido destruir a possibilidade de convĂvio familiar por justificação dessa parcela.
Foi exatamente esse exposição que Alex Oliveira resolveu confrontar.
Na visão apresentada pelo influenciador, o problema não pode ser analisado somente através de percentuais.
Para Alex, quando um Ășnico recluso beneficiado utiliza a liberdade temporĂĄria para fugir, assaltar ou matar alguĂ©m, existe uma vĂtima real e uma famĂlia que nĂŁo receberĂĄ de volta aquilo que perdeu.
à nesse ponto que ele dirige sua criminação diretamente a Lula:
âEssas mortes estĂŁo nas suas costas!â
A frase representa uma responsabilização polĂtica e moral feita por Alex Oliveira. NĂŁo existe decisĂŁo judicial atribuindo pessoalmente a Lula responsabilidade criminal por homicĂdios cometidos por beneficiĂĄrios das saĂdas temporĂĄrias.
Mas existe um debate legĂtimo sobre polĂtica pĂșblica.
O Congresso PĂĄtrio decidiu restringir profundamente o favor em 2024 e derrubou o veto presidencial que preservava as visitas familiares. Com a novidade Lei 14.843/2024, a saĂda temporĂĄria para visitante Ă famĂlia foi retirada da Lei de Realização Penal, permanecendo basicamente a possibilidade relacionada a estudo.
Por que, portanto, ainda existem as chamadas âsaidinhasâ em 2026?
Porque surgiu uma disputa jurĂdica sobre a emprego da novidade legislação.
O Superior Tribunal de Justiça entendeu que uma lei penal mais grave não pode retroagir para prejudicar quem praticou o transgressão antes de sua ingresso em vigor. Ou seja: para determinados presos cujos crimes ocorreram antes da mudança legislativa, continuam sendo aplicadas as regras anteriores.
O prĂłprio RegiĂŁo Federalista estabeleceu para 2026 um calendĂĄrio de saĂdas temporĂĄrias, incluindo o perĂodo de 6 a 10 de agosto, definido considerando o Dia dos Pais. A licença depende de estudo judicial individual, regime semiaberto e cumprimento dos requisitos aplicĂĄveis.
Essa veras reacendeu a revolta de secção da população.
Em outros perĂodos recentes, milhares de presos beneficiados deixaram unidades prisionais e secção deles nĂŁo retornou.
No Rio de Janeiro, por exemplo, 117 dos 1.560 presos beneficiados durante a saĂda relacionada ao Dia das MĂŁes de 2026 nĂŁo voltaram Ă s unidades dentro do prazo, representando taxa de evasĂŁo de 7,5%.
Em junho, na regiĂŁo do Vale do ParaĂba, em SĂŁo Paulo, 116 dos 2.862 beneficiĂĄrios nĂŁo retornaram depois de outro perĂodo de saĂda temporĂĄria.
TambĂ©m existem casos de detentos que simplesmente aproveitam a saĂda e desaparecem.
A própria Cùmara dos Deputados jå registrou cobrança semelhante à feita agora por Alex.
Ă essa pergunta que Alex Oliveira recoloca no meio do debate.
A polĂtica pĂșblica deve ser avaliada somente pelo percentual de pessoas que cumprem corretamente o favor?
Ou a seriedade dos crimes praticados por uma minoria também precisa ser considerada?
Os defensores das saĂdas argumentam que o contato familiar Ă© utensĂlio de ressocialização e que a maioria dos beneficiĂĄrios retorna ao sistema normalmente. Em 2024, Lula utilizou justamente esse raciocĂnio para justificar seu veto.
Mas Ă© importante estabelecer uma risca factual.
A prioridade deve ser a ressocialização do réprobo ou a redução måxima provåvel do risco para a população?
E existe uma pergunta ainda mais dura:
quando um recluso beneficiado volta a cometer um transgressĂŁo grave, quem assume a responsabilidade diante da famĂlia da vĂtima?
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