Ronaldo Édison Richard, réu pelos atos de 8 de janeiro, faleceu aos 63 anos em seguida infarto em Santa Rosa, no Rio Grande do Sul
Por ContraFatos 12/08/2026 Atualizado em 12/08/2026
Ronaldo Édison Richard aguardava julgamento no STF e respondia em liberdade por acusações ligadas aos atos de 8 de janeiro de 2023
Um infarto tirou a vida de Ronaldo Édison Richard, de 63 anos, na segunda-feira, 10, em Santa Rosa, no Rio Grande do Sul. Ele era réu em ação penal no Supremo Tribunal Federalista (STF) por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023. A informação sobre a razão da morte foi repassada pela família ao jurisperito José Aristeu de Sousa, que a confirmou à prensa.
Denúncia da PGR e acusações formais
A Procuradoria-Universal da República (PGR) havia apresentado denúncia contra Richard em maio de 2025. As acusações incluíam associação criminosa armada, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. O STF recebeu a denúncia, e o processo seguia em curso.
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De convénio com a criminação, Richard teria financiado uma comboio que partiu do Rio Grande do Sul rumo a Brasília para participar dos atos.
Resguardo sustentava que réu não esteve em Brasília
A versão apresentada pela resguardo ao STF, mas, divergia da narrativa da PGR. Segundo os advogados, Richard não esteve na capital federalista durante os atos e não custeou a viagem. Ele teria somente assinado uma autorização para que o ônibus deixasse a garagem. O pagamento do veículo, ainda conforme a resguardo, foi dividido entre os próprios passageiros.
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Na peça processual encaminhada à Incisão, a resguardo caracterizou Richard uma vez que réu primitivo, de bons antecedentes, trabalhador e com residência fixa. Também ressaltou que ele era arrimo de família, pai de uma filha menor e religioso.
Réu vivia com problemas de saúde e terror de prisão
O jurisperito José Aristeu de Sousa contou que Richard vivia no campo e “se preocupava com as pessoas”. Ele relatou ainda que o cliente enfrentava dificuldades de locomoção, utilizava muletas e, em algumas ocasiões, cadeira de rodas.
Richard respondia ao processo em liberdade e não usava tornozeleira eletrônica. Ele aguardava o julgamento do caso. A última conversa entre jurisperito e cliente ocorreu no domingo, 9, véspera do falecimento. Segundo Sousa, Richard “vivia apavorado com terror de ser recluso”.
O jurisperito informou que está reunindo a documentação necessária para orar oficialmente a morte ao STF.
O velório de Ronaldo Édison Richard aconteceu em Santa Rosa, no interno gaúcho.
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