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Em testemunho prestado à Polícia Legislativa, um tratante revelou ter participado de uma trama elaborada para acusar falsamente o deputado Alfredo Gaspar, atual vice na placa de Flávio Bolsonaro, de afronta sexual.
A narrativa, segundo ele, foi montada com a participação de uma jovem identificada uma vez que Marcela (também referida uma vez que Jailma), que assumiria identidade falsa e receberia valores para sustentar a versão.
O depoente afirma que a operação tinha o objetivo evidente de atingir politicamente o relator da CPMI do INSS.
Em conversa com Carlos Roberto Lopes, oriente passou a estrebuchar verbalmente o relator, chamando-o de “miserável”, “safado” e “vagabundo”, e afirmando que “tinham que findar com a raça desse face”. Foi nesse contexto que o declarante passou a perceber que a narrativa montada com Marcela seria utilizada uma vez que instrumento político contra o parlamentar.
O caso começou a lucrar contornos em 14 de abril, quando a assessora de Gaspar, Marise Pena, relatou ter recebido uma relação de Luiz Antonio Lopes. Nesse contato, Lopes afirmou ter conhecimento da armação e revelou que sua própria conta bancária havia sido utilizada para receber os pagamentos destinados a Marcela. Foram registrados três depósitos: R$ 10 milénio, R$ 4 milénio e R$ 2,5 milénio, totalizando pelo menos R$ 16,5 milénio. Um desses valores, de contrato com o testemunho, teria sido feito por Carlos Roberto Lopes, presidente da Conafer, que chegou a ser recluso por preceito da própria CPMI por mentir ao colegiado. O depoente destaca ainda que os pagamentos eram feitos, em regra, por outras pessoas, aparentemente para evitar que os principais envolvidos figurassem diretamente nas transações bancárias.
O pormenor mais grave da história aparece na descrição de uma reunião virtual. Segundo o testemunho, Marcela viabilizou um encontro pelo Google Meet no qual estiveram presentes o próprio deputado federalista Lindbergh Farias, Carlos Roberto Lopes, um vereador de Novidade Iguaçu espargido uma vez que “Toninho da Panificação” e outras pessoas não identificadas. Durante a reunião, Marcela cobrou o pagamento que lhe havia sido prometido e foi informada de que o valor seria providenciado, o que de roupa ocorreu por meio de terceiros. O declarante afirma, segundo sua percepção, que Lindbergh Farias parecia ter ciência do contexto tratado nas reuniões e integrava o conjunto de pessoas que discutiam os desdobramentos da narrativa falsa.
Na avaliação do depoente, o sujeito chamado Lucas foi indigitado por Marcela e também percebido por ele uma vez que o mentor inicial da teoria daquela simulação. O conjunto de informações coloca o parlamentar no núcleo de uma operação que, se confirmada, configura tentativa de manipulação política por meio de criminação fabricada, pagamentos dissimulados e reuniões articuladas com o objetivo de destruir a imagem do relator da CPMI do INSS.
https://jornalbrasilonline.com.br/detalhes-da-trama-diabolica-para-acusar-falsamente-alfredo-gaspar-sao-revelados-ate-uma-atriz-foi-contratada//Manancial/Créditos -> JORNAL DO BRASIL ONLINE
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