Apresentador questiona liquidação da instituição de Daniel Vorcaro e levanta suspeitas sobre atuação do BC
O apresentador Luiz Bacci divulgou ao menos quatro vídeos nas últimas semanas em que faz críticas diretas ao Banco Medial do Brasil (BC), defende o Banco Master e contesta a decisão que levou à liquidação extrajudicial da instituição controlada pelo empresário Daniel Vorcaro. Neste sábado (10), o jornalista, que é contratado do SBT, voltou a abordar o tema e reforçou suas críticas à autonomia monetária.
As postagens de Bacci ocorrem em meio a uma campanha de descredibilização do Banco Medial nas redes sociais. Nos últimos dias, o vereador Rony Gabriel (PL), de Erechim (RS), e a comentador política Julie Milk, integrante do programa Oeste com Elas, afirmaram ter recebido propostas de agências de informação para produzir conteúdos críticos ao BC.
Primeiro vídeo cita atuação do TCU
No dia 18 de dezembro, Bacci publicou o primeiro dos vídeos ao repercutir a informação de que o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan de Jesus, relator do caso Master na Namoro, solicitou explicações ao Banco Medial diante do que considerou indícios de precipitação na liquidação da instituição.
Na gravação, o apresentador levantou suspeitas sobre a lisura do processo e sugeriu a existência de interesses ocultos contra o banco. Bacci, que soma 24,1 milhões de seguidores no Instagram, afirmou:
“Ninguém conseguiu engolir um pouco porquê uma fraude bilionária onde não apareceu nenhum cliente sequer reclamando, dizendo que o Banco Master está devendo para ele”.
No mesmo vídeo, ele questionou porquê uma suposta fraude poderia ocorrer sob supervisão do BC e sugeriu a existência de “uma manobra política de qualquer grupo financeiro, político” para desestabilizar o Master.
Denunciação de liquidação “na surdina”
Em 29 de dezembro, o apresentador divulgou um novo vídeo afirmando que o Banco Medial teria liquidado o Master “na surdina, na calada da noite”. A enunciação contraria informações oficiais, que indicam que a estudo do caso pelo BC durou mais de cinco meses e que a decisão foi comunicada imediatamente em seguida ser tomada.
“Um escândalo sem precedentes que envolve a liquidação na surdina, na calada da noite, que envolve o Banco Master”, disse Bacci, questionando o silêncio do BC em seguida o prazo oferecido pelo TCU para esclarecimentos.
Na mesma publicação, ele insinuou contaminação política na atuação da autonomia, citando o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e levantando dúvidas, sem apresentar provas, sobre a definição da taxa Selic, estabelecida pelo Parecer Monetário Pátrio.
Vídeo replica versão de Vorcaro
O terceiro vídeo, publicado em 1º de janeiro, reproduz argumentos apresentados por Daniel Vorcaro em testemunho à Polícia Federalista (PF). Segundo Bacci, uma manancial teria relatado que o banqueiro negou irregularidades, afirmou que não houve fraude e que as informações divulgadas estariam fora de contexto.
O apresentador também questionou o veste de Vorcaro ter sido recluso 42 minutos em seguida conversar a venda do Master a um fundo, operação que, segundo o banqueiro, injetaria R$ 3 bilhões e solucionaria o problema de liquidez.
A prisão ocorreu no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando Vorcaro se preparava para viajar a Dubai. Integrantes do governo alegaram que a proposta de venda poderia ser uma “petardo de fumaça” para lucrar tempo e deixar o país, versão contestada pela resguardo, que afirmou tratar-se de viagem de negócios.
Sátira à fiscalização do Banco Medial
Em 5 de janeiro, Bacci publicou o quarto vídeo, no qual questiona o que chamou de “histerismo” em torno da rombo da chamada “caixa-preta do Banco Medial”. Segundo ele, a postura do órgão ao evitar fiscalização comprometeria sua credibilidade e criaria um envolvente de suspicácia.
“O TCU não está fazendo uma devassa. Ele está fazendo a única coisa que resta de digno neste país, acendendo a luz”, afirmou. Para o apresentador, a resistência do BC à apuração seria uma “confissão de culpa”.
Monitoramento aponta campanha coordenada
De concórdia com monitoramento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), instituições e autoridades envolvidas na liquidação do Banco Master sofreram ataques coordenados nas redes sociais pouco antes da viradela do ano.
Apesar das diferenças de estilo entre os comunicadores, as publicações apresentaram padrões semelhantes: foram divulgadas no termo de dezembro, partiram de conteúdos-base semelhantes e questionaram a rapidez da decisão, embora o processo tenha durado meses. Em nenhum dos casos, as postagens foram identificadas porquê publicidade, mesmo diante das denúncias de propostas para produção de teor favorável ao banco.
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https://www.contrafatos.com.br/luiz-bacci-publica-videos-com-ataques-ao-banco-central-e-defesa-do-banco-master//Manancial/Créditos -> INFOMONEY







