Centenas de milhares de iranianos ocupam as ruas das principais cidades do país em um levante que já é considerado o maior repto enfrentado pelo regime dos aiatolás em seus 46 anos de história. O que começou em 28 de dezembro porquê uma reação à crise econômica transformou-se rapidamente em um movimento pátrio exigindo a queda do Líder Supremo, Ali Khamenei.
Em uma tentativa de sustar a disseminação das imagens que mostram a dimensão da revolta, o governo cortou o aproximação à internet em vastas regiões do país. No entanto, relatos confirmados pela Human Rights Activists News Agency indicam que a repressão estatal já resultou em 35 mortes — incluindo quatro crianças — e centenas de feridos. O número de detidos pelas forças de segurança já ultrapassa 1.500.
“Sem clemência”
O Judiciário iraniano endureceu o exposição, anunciando oficialmente que não haverá clemência para os participantes dos atos. A brutalidade da repressão atingiu níveis alarmantes, com denúncias de que agentes de segurança estão invadindo hospitais para compelir manifestantes feridos diretamente para as prisões.
Apesar da violência, a mobilização atual supera em graduação os protestos de setembro de 2022, desencadeados pelas mortes de Mahsa Amini e Nika Shakarami. Se naquela era a juventude liderou os atos queimando véus, hoje o insatisfação unificou a demografia iraniana: jovens e idosos marcham lado a lado, com as mulheres mantendo o papel de liderança na risco de frente.
Colapso econômico e humilhação militar
O rastilho para a explosão social foi a inflação galopante. As sanções internacionais, que estrangularam as exportações de petróleo e isolaram o Irã do sistema financeiro global, drenaram as reservas do país. A desvalorização recorde do rial forçou o governo a imprimir verba para tapar dívidas, gerando um ciclo inflacionário insustentável.
A população, vendo seu poder de compra evolar, revoltou-se contra a prioridade do regime em financiar grupos externos porquê Hamas e Hezbollah, fluxo que foi mantido até o limite da exaustão dos recursos.
Além da economia, um fator novo impulsiona a coragem das ruas: a percepção de fraqueza do regime. A recente roteiro militar para Israel e o bombardeio norte-americano às instalações nucleares iranianas estilhaçaram a imagem de invencibilidade projetada pelo governo.
O ponto de ruptura
Analistas apontam que o pânico, principal instrumento de controle do Estado, perdeu a eficiência. “O que faz nascer as revoluções é o momento em que o dispêndio do silêncio é maior do que o da resistência”, avaliam especialistas que monitoram a região.
Dissemelhante de 2009 (Green Movement) ou 2019, a população agora parece disposta a enfrentar o risco totalidade. Com a economia em ruínas e a “aura de força” do governo destruída por derrotas externas, o Irã caminha para um desfecho imprevisível.
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