Cinco deputados do PL (Partido Liberal) protocolaram, nesta terça-feira (5), no Senado, um novo pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federalista).
A iniciativa é liderada pelo deputado Hélio Lopes (PL-RJ), que realizou um protesto sombrio em frente ao Supremo em julho, e conta com o suporte dos parlamentares Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Cabo Gilberto (PL-PB), Coronel Chrisóstomo (PL-RO) e Rodrigo da Zaeli (PL-MT).
No documento, os deputados acusam Moraes de delito de responsabilidade, ataque de mando, improbidade administrativa, repreensão e violação às garantias constitucionais de liberdade de sentença e isenção parlamentar.
Segundo os autores, eles foram objectivo de perseguição política por segmento do ministro. Afirmam ainda que a decisão que determinou a retirada de sua revelação pacífica foi “arbitrária e ilícito”.
O pedido se baseia em um incidente ocorrido no termo de julho, quando Hélio Lopes tentou montar um acampamento na Terreiro dos Três Poderes e anunciou uma “greve de silêncio” em suporte ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e à proposta de anistia aos réus dos atos de 8 de janeiro.
No mesmo dia, Moraes atendeu a um pedido da PGR (Procuradoria-Universal da República) e determinou a remoção imediata do acampamento, proibiu novos protestos na extensão e autorizou a prisão em flagrante dos envolvidos em caso de resistência. A decisão foi fundamentada na relação do ato com os acampamentos golpistas que antecederam os ataques às sedes dos Três Poderes em 2023.
Na decisão, o ministro afirmou que “não se negocia o Estado Democrático de Recta” e citou a preterição de autoridades nos protestos que culminaram nos atos de 8 de janeiro.
Os deputados classificam a decisão porquê uma “violação direta aos direitos constitucionais de liberdade de sentença”. Argumentam que a revelação foi pacífica e simbólica, sem incitação à violência ou prenúncio à ordem pública.
O documento também menciona a inclusão de Alexandre de Moraes na lista de sanções da Lei Magnitsky, nos Estados Unidos, por supostas violações de direitos humanos e perseguição política. Segundo os parlamentares, o incidente comprova que o ministro “perdeu legitimidade moral e jurídica”.
Moraes já é objectivo de ao menos 30 pedidos de impeachment que tramitam no Senado. Cabe à Vivenda processar e julgar ministros do STF por eventuais crimes de responsabilidade.
A sinceridade do processo depende do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que, até o momento, não se manifestou sobre o novo pedido.
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