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Uma rede de empresas ligadas ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) utilizou familiares, servidores públicos, beneficiários de programas sociais e verba vivo para esconder recursos ilícitos, secção dos quais a Polícia Federalista acredita que tenha origem no ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e na mesada paga por ele ao parlamentar. A descrição consta de estudo de Relatórios de Perceptibilidade Financeira do Coaf sobre a movimentação do grupo ligado ao senador que atua no Piauí e Maranhão.
Giro integrado
A PF aponta a existência de um ‘volta integrado’ de movimentação financeira entre empresas das famílias Nogueira e Vorcaro, em privativo a CNLF, do senador, e a BRGD, controlada por Vorcaro e seus parentes. Foi por meio deste fluxo que o ex-banqueiro pagou uma mesada ao senador que soma ao menos R$ 6 milhões entre 2024 e 2025, período que coincide com o agravamento dos problemas do Master e as tentativas de salvar o negócio de Vorcaro.
Mecanismo de operação
Segundo a PF, a estrutura funcionaria da seguinte forma: os recursos eram repassados ao clã Nogueira por meio da BRGD, administrada por Felipe Vorcaro (primo de Daniel), por meio de uma fintech chamada PJBank. Os investigadores apontam que, no período analisado, entre 2020 e 2025, a fintech enviou R$ 3 milhões ao grupo do senador, mesmo sem ter autorização do Banco Meão para esse tipo de transação.
A partir daí, entravam em ação duas empresas da família Nogueira, a CNLF e a CN Motos, que atua na venda de motocicletas. A primeira companhia tem uma vez que sócios o senador e mais quatro familiares, enquanto a segunda, ele e mais dois. As duas serviriam para receber os montantes ilícitos, segundo a PF, logo misturá-los aos recursos legítimos das companhias e depois redistribuí-los dentro do clã do senador e sua rede de empresas.
Exemplos de fluxos suspeitos
A investigação identificou exemplos específicos: um tipo que recebia R$ 2 milénio mensais transferiu R$ 90 milénio para a CN Motos em um ano; outro que recebeu auxílio emergencial durante a pandemia pagou R$ 143 milénio no mesmo período. No fluxo contrário, a CN Motos repassou R$ 412 milénio a uma pequena empresa em Teresina com capital social de somente R$ 20 milénio e uma vez que única sócia uma funcionária da Câmara Legislativa do Piauí, com salário em torno de R$ 4 milénio.
Volume de movimentações
A PF lista uma série de relatórios do Coaf que citam especificamente o senador e que, segundo a reportagem contabilizou, somam mais de R$ 13 milhões em movimentações financeiras suspeitas envolvendo a rede investigada.
Proximidade com Vorcaro
As investigações já identificaram diversos indícios da relação próxima entre Ciro e Vorcaro, incluindo o pagamento de diárias em hotéis de luxo em Novidade York e na Europa, viagens conjuntas e repasses em verba vivo. Segundo a PF, Vorcaro também se referia ao senador uma vez que “grande camarada de vida”. A PF atribui ao senador Ciro Nogueira o recebimento de ao menos R$ 468,7 milénio em viagens, hospedagens e refeições custeadas por Daniel Vorcaro.
https://www.conexaopolitica.com.br/legislativo/banco-master-ciro-nogueira-usou-familia-servidores-e-dinheiro-vivo-para-ocultar-mesada-de-vorcaro-aponta-pf//Manancial/Créditos -> CONEXÃO POLÍTICA
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