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Ao ser informado por lideranças estaduais do PL de que ficaria fora da disputa pelo Senado, Gilson Machado decidiu deixar o partido. Ele migrou para o Podemos, que aposta em seu potencial porquê puxador de votos para a Câmara dos Deputados.
Recuo estratégico que levanta suspeitas
A tensão dentro da legenda escalou depois o ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes Anderson Ferreira (PL) anunciar sua desistência da corrida ao Senado. Segundo interlocutores do partido, Anderson comunicou a decisão diretamente ao presidente pátrio do PL, Valdemar Costa Neto, e ao senador Rogério Oceânico (PL-RN). A expectativa agora é que o ex-prefeito dispute uma cadeira na Câmara dos Deputados em 2026. Ele era a aposta da direção pátrio para a vaga na Vivenda Subida.
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Para aliados de Bolsonaro, porém, a pré-candidatura de Anderson ao Senado teve um único propósito: inviabilizar a candidatura de Gilson Machado. O recuo ulterior teria sido exclusivamente a peroração dessa estratégia.
Acordos locais sobrepõem-se ao bolsonarismo
Interlocutores próximos ao ex-ministro apontam que o PL optou por preservar alianças políticas regionais em detrimento de quadros identificados com o bolsonarismo. A fala que teria resultado no isolamento de candidaturas bolsonaristas é atribuída a um eixo formado por Valdemar Costa Neto, Rogério Oceânico e pelos irmãos Anderson e André Ferreira, considerados os principais líderes do PL em Pernambuco.
Debandada de parlamentares conservadores
O clima de insatisfação já provocou uma série de saídas do partido. Entre os nomes mais citados por interlocutores estão:
- A deputada federalista Clarissa Tércio, que migrou para o PP;
- O deputado federalista Pastor Eurico, que foi para o PSD;
- O deputado estadual Joel da Harpa, que se transferiu para o PP;
- O deputado estadual Renato Antunes, que ingressou no Novo.
A saída desses parlamentares reforça a percepção de que o PL em Pernambuco tem sistematicamente retirado representantes do campo conservador ligado a Bolsonaro.
Crise se repete em outros estados
O caso pernambucano não é solitário. Diretórios estaduais do PL em Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Roraima também passaram a resistir a candidaturas ao Senado apoiadas diretamente por Bolsonaro. A situação evidencia uma disputa de poder mais ampla entre a base bolsonarista e a estrutura partidária comandada por Valdemar Costa Neto.
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https://www.contrafatos.com.br/disputa-interna-no-pl-amplia-boicote-a-candidatos-bolsonaristas-ao-senado-em-pernambuco//Nascente/Créditos -> CONTRA FATOS
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