Superintendente do PCC réprobo a 126 anos ganhou prisão domiciliar de desembargador investigado e fugiu horas depois rompendo tornozeleira eletrônica
Por ContraFatos 25/05/2026 Atualizado em 25/05/2026
Superintendente do PCC rompeu tornozeleira eletrônica menos de cinco horas depois decisão judicial suspeita em Mato Grosso do Sul
Um dos líderes da partido Primeiro Comando da Capital (PCC), Gerson Palermo, permanece fugido desde abril de 2020, quando conseguiu prisão domiciliar concedida pelo desembargadorDivoncir Maran, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). Palermo acumula condenações que totalizam 126 anos de prisão e, em menos de cinco horas depois receber o favor, rompeu a tornozeleira eletrônica e desapareceu.
Histórico criminal de Gerson Palermo
O nome de Gerson Palermo ganhou notoriedade no ano 2000, quando ele participou do sequestro de um avião mercantil utilizado para roubar malotes do Banco do Brasil. Depois esse incidente, de congraçamento com a Polícia Federalista, Palermo migrou para o tráfico internacional de cocaína, servindo porquê gavinha entre facções criminosas brasileiras e cartéis da Bolívia e da Colômbia. Suas condenações envolvem tráfico internacional e sequestro de avião.
Leitura
Mensagens revelam que decisão foi combinada previamente
Uma investigação apurou que o desembargador Divoncir Maran tinha conhecimento antecipado do pedido de habeas corpus apresentado pela resguardo de Palermo. De congraçamento com o programa Fantástico, da TV Orbe, mensagens obtidas durante a investigação mostram que Maran avisou assessores sobre a ingresso do pedido.
Em uma das mensagens trocadas entre assessores do desembargador, um deles escreveu: “Vai entrar esse HC, patrão pediu para prover.” A {sigla} “HC” refere-se a habeas corpus.
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O pedido foi protocolado pela resguardo de Gerson na véspera de um feriado, período em que o TJMS operava em regime de plantão. O favor da prisão domiciliar foi facultado aproximadamente 40 minutos depois o protocolo do pedido.
Argumento de saúde durante a pandemia justificou o pedido
Na ocasião, a resguardo do traficante argumentou que ele apresentava problemas de saúde e que, em razão do contexto da pandemia de covid-19, deveria receber o favor da prisão domiciliar. O Juízo Pátrio de Justiça (CNJ), mas, concluiu que o desembargador não analisou adequadamente o processo ao conceder o habeas corpus.
Punição ao desembargador e outras investigações
Em fevereiro de 2025, o CNJ aplicou ao desembargador Divoncir Maran a pena de aposentadoria compulsória, a punição administrativa mais severa prevista para magistrados. Além da conduta relacionada ao caso Palermo, Maran também é investigado por suspeitas de depravação passiva, lavagem de verba e participação em organização criminosa. A resguardo do desembargador nega qualquer irregularidade.
Debate sobre punições a magistrados ganha força
O incidente reacendeu discussões sobre a eficiência da aposentadoria compulsória porquê punição máxima aplicável a juízes e desembargadores. Atualmente, tanto o Supremo Tribunal Federalista quanto o Congresso Pátrio debatem possíveis mudanças nas sanções destinadas a magistrados envolvidos em casos disciplinares graves.
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https://www.contrafatos.com.br/traficante-condenado-a-126-anos-de-prisao-recebeu-domiciliar-de-desembargador-e-fugiu-em-poucas-horas//Manadeira/Créditos -> CONTRA FATOS
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