Eduardo Bolsonaro mandou um “último recado” às autoridades brasileiras sobre a disposição do governo dos Estados Unidos em estabelecer novas sanções ao Brasil. O “parecer”, uma vez que chamou o deputado, foi publicado em duas redes sociais posteriormente a divulgação da data de julgamento de Jair Bolsonaro na ação penal sobre o projecto de golpe de Estado em 2022.
No vídeo, Eduardo mostra a missiva enviada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, antes da prisão domiciliar de Bolsonaro, decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federalista Alexandre de Moraes.
“Eu vou mostrar o que eu recebi agora na Lar Branca, no último encontro que eu tive com uma das autoridades que conversam diretamente com Donald Trump. ‘The Honorable Jair Messias Bolsonaro, 38th President of the Federalista Republic of Brazil’.. foi o presidente Trump para o Jair Bolsonaro, tecendo elogios, falando na preocupação dele com a prisão, a perseguição que ele tá sofrendo. Nesse tempo que ele ainda não estava em prisão domiciliar”, disse Eduardo Bolsonaro, segurando a missiva.
“Esse face cá ganhou do Trudeau [primeiro-ministro] no Canadá, ganhou o que ele queria do México, aumentou o PIB da União Europeia para término de resguardo. Esse face cá, ele senta com Putin [presidente da Rússia], ele aperta a mão do Kim Jong-un [ditador da Coreia do Norte], ele bombardeia o Ali Khamenei [líder religioso do Irã]. Vocês acham mesmo que são vocês que vão conseguir parar e enrolar esse face daqui?”, disse o deputado.
“Porta na face”
Eduardo Bolsonaro também sugeriu ainda que o Itamaraty não tem entrada à Lar Branca e enviou um “parecer” às autoridades brasileiras. “Eu estou dando mais um aviso, um parecer a vocês, de alguém que consegue se encontrar com as autoridades daqui e conhece o clima de dentro, da nascente”, disse.
“Porque o Itamaraty, quando tentou ir no State Department, não foi na Lar Branca, a embaixadora [Maria Luiza Ribeiro] Viotti recebeu uma porta na face. Voltou correndo das férias e recebeu uma porta na face. E a famosa frase, né? ‘Too late’. Tarde demais. Vocês que estão com o poder da caneta no Brasil, ajam antes que seja tarde demais. Não dêem trela para narrativa. Porque depois, se esse face cá resolver de veste usar as armas que ele tem, que ele nem começou a usar, aí que não haverá mais volta”, concluiu o deputado.
Manancial/Créditos: Paulo Capelli/Metrópoles
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