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O Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é uma exigência neurocomportamental caracterizada principalmente por desatenção e/ou hiperatividade e impulsividade. Em universal, manifesta-se ainda na puerícia, mas muitas pessoas recebem o diagnóstico somente na mocidade ou na vida adulta.
Os sintomas costumam se apresentar de forma diferentes e, com frequência, são confundidos com preguiça, desinteresse, irresponsabilidade, desorganização ou até traços da personalidade, dificultando diferentes áreas da vida.
“É importante compreender que o TDAH não se resume a ser distraído, esquecido ou impaciente. Para que exista uma hipótese diagnóstica, é necessário observar um padrão persistente, incompatível com o nível de desenvolvimento da pessoa e que provoque prejuízos significativos em diferentes áreas da vida”, explica a psicóloga clínica e técnico em neuropsicologia Dra. Vanessa Bulcão.
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O TDAH não deve ser confundido com distrações ocasionais, pois se trata de uma exigência do neurodesenvolvimento que exige avaliação e comitiva adequados. “Todo mundo pode se distrair, procrastinar, olvidar compromissos ou agir impulsivamente em alguns momentos. No TDAH, essas dificuldades são frequentes, persistentes e interferem de maneira relevante no funcionamento cotidiano”, acrescenta.
A seguir, confira porquê alguns sinais do TDAH podem se manifestar no dia a dia.
1. Dificuldade persistente para regular a atenção
Uma das manifestações mais conhecidas do TDAH é a dificuldade para sustentar a atenção, principalmente em tarefas prolongadas, repetitivas, pouco estimulantes ou que exigem esforço mental contínuo. A pessoa pode perder partes importantes de uma conversa, cometer erros por distração, precisar reler diversas vezes o mesmo teor ou desistir uma atividade antes de terminá-la. Também pode apresentar dificuldade para interpolar o foco ou para se desligar de alguma coisa muito excitante.
“A questão meão não é uma incapacidade absoluta de prestar atenção, mas uma dificuldade para direcionar, sustentar e mudar o foco conforme as exigências da situação. A atenção pode variar de convénio com o interesse, a novidade, a urgência e o nível de estimulação da tarefa”, explica a Dra. Vanessa Bulcão.
Em atividades altamente interessantes, algumas pessoas relatam períodos intensos de concentração, popularmente chamados de hiperfoco — leste, no entanto, não constitui, por si só, um critério diagnóstico de TDAH.
2. Esquecimentos e dificuldades de organização
Olvidar compromissos, prazos e objetos importantes, subestimar o tempo necessário para realizar uma tarefa, perder documentos e ter dificuldade para estabelecer prioridades são manifestações frequentemente relatadas. A pessoa também pode depender excessivamente de alarmes, listas e lembretes para organizar atividades que outras pessoas realizam de maneira mais automática.
“Em muitos casos, a pessoa sabe o que precisa fazer, mas encontra dificuldades para transformar essa intenção em uma sequência organizada de ações. Isso pode envolver planejamento, gerenciamento do tempo, memória de trabalho, monitoramento e capacidade de iniciar tarefas”, explica a psicóloga.
Nem todas as pessoas com TDAH apresentam dificuldades evidentes no dia a dia. “Algumas pessoas conseguem apresentar um bom desempenho porque desenvolveram mecanismos de ressarcimento muito exigentes. Por trás de uma rotina aparentemente organizada, pode viver um grande esforço mental, sofreguidão e sensação jacente de sobrecarga”, alerta.
3. Impulsividade
A impulsividade pode brotar na tendência a interromper conversas, responder antes que uma pergunta seja concluída, ter dificuldade para esperar, tomar decisões rapidamente ou agir sem determinar suficientemente as consequências. Na vida adulta, também pode envolver compras impulsivas, mudanças precipitadas de planos, dificuldade para controlar reações emocionais ou comportamentos de risco.
“A impulsividade pode afetar os relacionamentos, a vida financeira e o envolvente profissional. Muitas vezes, a pessoa reconhece as consequências somente depois de ter agido e pode desenvolver sentimentos de culpa, frustração ou baixa autoestima”, afirma a Dra. Vanessa Bulcão.
4. Inquietação física ou mental
Em crianças, a hiperatividade pode ser mais facilmente percebida por comportamentos porquê passar, levantar-se sempre, falar excessivamente ou apresentar dificuldade para permanecer sentado. Em adolescentes e adultos, essa sintoma pode tornar-se menos visível. A pessoa pode mexer sempre as mãos ou os pés, mudar de posição com frequência, realizar várias atividades simultaneamente ou sentir grande desconforto em situações que exigem espera e inatividade.
“Nem toda pessoa com TDAH apresenta uma hiperatividade física evidente. Na vida adulta, é generalidade encontrarmos relatos de inquietação interna, sensação de estar sempre em movimento, dificuldade para repousar e premência jacente de ocupação”, explica a psicóloga.
5. Dificuldade para iniciar e concluir tarefas
Procrastinar, prorrogar atividades importantes, encetar vários projetos ao mesmo tempo ou desistir tarefas antes de concluí-las são queixas comuns entre pessoas com TDAH. A dificuldade pode ser mais intensa quando a atividade é longa, monótona, possui várias etapas ou oferece uma recompensa distante. Em contrapartida, prazos muito próximos e situações de urgência podem aumentar temporariamente a capacidade de mobilização.
“Não se trata necessariamente de falta de vontade. Muitas pessoas com TDAH desejam realizar a tarefa e conhecem as suas consequências, mas apresentam dificuldade para iniciar, organizar e manter o esforço até a desfecho. É generalidade que consigam agir unicamente quando a pressão se torna muito elevada”, destaca a Dra. Vanessa Bulcão.
O diagnóstico correto faz toda a diferença
A presença de um ou mais desses sinais não significa necessariamente que a pessoa tenha TDAH. Dificuldades de atenção, organização, memória e controle dos impulsos também podem estar relacionadas à sofreguidão, depressão, estresse crônico, privação de sono, uso de substâncias, alterações hormonais, condições clínicas, transtornos de aprendizagem e outras condições do neurodesenvolvimento.
“Na prática clínica, não avaliamos somente a existência dos sintomas. Investigamos quando começaram, com que frequência aparecem, em quais situações ocorrem, que prejuízos provocam e se existem outras explicações possíveis para essas dificuldades”, afirma a Dra. Vanessa Bulcão. Segundo ela, esses passos são essenciais, já que o transtorno também pode passar despercebido durante anos, inclusive em pessoas que tiveram bom desempenho acadêmico ou profissional.
“A pessoa pode ter recebido boas notas, concluído os estudos ou construído uma curso e, ainda assim, apresentar TDAH. O desempenho aparente não conta toda a história. É necessário compreender o esforço utilizado, as estratégias de ressarcimento, a instabilidade do desempenho e o impacto emocional provocado por essas dificuldades. A avaliação pode envolver entrevista clínica, estudo da história do desenvolvimento, informações de familiares ou pessoas próximas, escalas e questionários, investigação de condições associadas e, quando indicada, avaliação neuropsicológica”, ressalta.
O diagnóstico é essencialmente galeno e deve ser realizado por um profissional qualificado. “Os testes neuropsicológicos contribuem para compreender o perfil cognitivo e funcional, mas nenhum teste só confirma ou exclui o TDAH. O diagnóstico é galeno e deve resultar da integração de diferentes fontes de informação”, acrescenta a psicóloga.
Compreender o próprio funcionamento favorece intervenções efetivas
A Dra. Vanessa Bulcão ressalta que compreender o próprio funcionamento é um passo importante para desenvolver estratégias mais eficazes. “Muitas pessoas chegam à avaliação acreditando que são incapazes, preguiçosas ou desorganizadas. Compreender o próprio funcionamento não significa utilizar o diagnóstico porquê justificativa para tudo, mas reconhecer as dificuldades, identificar os recursos preservados e erigir estratégias mais adequadas. Quanto mais precisa for a compreensão do funcionamento da pessoa, maiores são as possibilidades de estabelecer intervenções efetivas e promover autonomia, autoestima e qualidade de vida”, conclui.
Por Angela Rocha
Natividade/Créditos: Portal Edicase
Créditos (Imagem de toga): (Imagem: Miljan Zivkovic | Shutterstock)
https://www.aliadosbrasiloficial.com.br/noticia/voce-vive-esquecendo-tudo-estes-5-sinais-podem-indicar-tdah/Natividade/Créditos -> Aliados Brasil Solene
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