Mensagens e registros telefônicos obtidos durante investigação da Polícia Federalista ampliaram o foco sobre a relação entre o empresário Augusto Lima, espargido uma vez que Guga Lima, e importantes lideranças políticas da Bahia. O material passou a integrar uma apuração que procura esclarecer a natureza dos contatos e eventuais benefícios oferecidos a agentes públicos.
De entendimento com informações reunidas pelos investigadores, Guga Lima teria organizado uma lista de presentes de termo de ano destinada a diversas autoridades. Entre os itens mencionados estariam vinhos de cocuruto valor, acompanhados de mensagens personalizadas. Os nomes citados na investigação incluem figuras uma vez que Jaques Wagner, Rui Costa, Jerônimo Rodrigues, Bruno Reis, ACM Neto e Antônio de Rueda.
Além dos presentes, a Polícia Federalista identificou dezenas de contatos telefônicos entre Guga Lima e o senador Jaques Wagner ao longo de aproximadamente dois anos. Segundo os registros analisados, foram contabilizadas 74 ligações, que somam murado de cinco horas e meia de conversas.
Os investigadores analisam se o conjunto desses elementos possui relação com interesses empresariais ligados ao Banco Master e se houve eventual tentativa de aproximação institucional por meio de benefícios oferecidos a autoridades públicas.
Até o momento, a existência das ligações e o envio de presentes, por si só, não configuram prova de irregularidade. A investigação procura compreender o contexto dessas relações antes de qualquer epílogo jurídica.
As pessoas mencionadas continuam amparadas pela presunção de inocência, e eventual responsabilização dependerá da epílogo das investigações e de futuras decisões da Justiça. Enquanto isso, a apuração segue em curso para esclarecer os fatos e verificar se houve prática de qualquer ilícito.