Um movimento chama atenção na eleição de 2026 no Rio de Janeiro: eleitores identificados com a direita e com o bolsonarismo demonstram apoio a Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência, mas essa preferência não necessariamente se transfere para Douglas Ruas (PL) na disputa pelo Governo do Estado.
Os levantamentos disponíveis não medem diretamente quantos eleitores pretendem votar em Flávio e Paes simultaneamente, por isso não é possível dimensionar o tamanho desse voto cruzado. Mas os números mostram que a força eleitoral de Flávio no Rio não é reproduzida, até o momento, na mesma proporção pelo candidato do PL ao governo estadual.

O fenômeno ocorre depois de duas gestões estaduais que terminaram sob fortes crises políticas e jurídicas. Wilson Witzel, eleito governador em 2018, sofreu impeachment em 2021 e foi condenado por crime de responsabilidade em processo relacionado a irregularidades na Saúde durante a pandemia.
s pesquisas mais recentes para governador do Rio de Janeiro mostram que Eduardo Paes (PSD) tem ampla vantagem sobre os demais candidatos e tem uma possibilidade de resolver a disputa já no primeiro turno das eleições de 2026. A votação está marcada para 4 de outubro.
Apoiado pelo presidente Lula (PT), o ex-prefeito da capital fluminense tem como principal oponente o deputado estadual Douglas Ruas (PL). O indicado de Flávio Bolsonaro (PL), porém, ainda não demonstrou ser capaz de derrotar o candidato do PSD, nem mesmo em um eventual segundo turno

O mesmo ocorre com Garotinho (Republicanos), que teve a candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-PR), mas que recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — não há previsão de quando o caso será julgado.
Datafolha e Quaest apontam vantagem de Paes para Ruas no cenário estimulado de primeiro turno, variando entre 18 e 21 pontos percentuais, respectivamente. No caso do Datafolha, o ex-prefeito chega a 43% das intenções de voto, contra 25% do deputado. Na pesquisa Quaest, Paes vai a 39%, enquanto Ruas soma 18%.









