Prévia da inflação solene sobe 0,62% em maio e acumula 4,64% em 12 meses, estourando o teto da meta do governo
Por ContraFatos 28/05/2026 Atualizado em 28/05/2026
Prévia da inflação solene atinge 4,64% em 12 meses e supera o limite estabelecido pelo governo
O indicador que funciona porquê prévia da inflação solene do Brasil, o IPCA-15, registrou subida de 0,62% em maio, conforme dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasílio de Geografia e Estatística). O número representa uma desaceleração frente ao resultado de abril, quando a variação havia sido de 0,89%.
Apesar do recuo mensal, o cenário no aglomerado de 12 meses é preocupante. O IPCA-15 alcançou 4,64%, ultrapassando o teto da meta de inflação definida pelo governo federalista. O estouro do limite reforça a percepção de que o controle dos preços segue porquê um duelo para a política econômica.
Leitura
Combustíveis ajudam, mas mantimentos seguem porquê vilões
A queda nos preços dos combustíveis contribuiu para a desaceleração da prévia inflacionária em maio. No entanto, o grupo de sustento e bebidas avançou 1,38% no período, mantendo poderoso pressão sobre o índice. Itens porquê carnes, arroz, batata e tomate registraram altas expressivas, evidenciando uma inflação de mantimentos disseminada.
Outros grupos pesquisados também apresentaram variações significativas. Transportes recuou 0,33%, refletindo o consolação nos combustíveis. Por outro lado, Habitação subiu 1,03% e Saúde e cuidados pessoais avançou 1,05%, contribuindo para manter o índice em patamar proeminente.
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Mercado vê espaço reduzido para cortes na taxa Selic
Na avaliação de economistas, a desaceleração observada em maio não sinaliza uma melhora estrutural nos preços. Serviços e bens industrializados permanecem pressionados, o que limita o otimismo quanto à trajetória futura da inflação.
Analistas do mercado financeiro destacam que esse cenário diminui as possibilidades de cortes mais rápidos na taxa Selic pelo Banco Meão do Brasil. A expectativa é de que os juros permaneçam elevados por um período prolongado.
Instituições financeiras projetam inflação supra de 5% em 2026 e mantêm estimativas de juros altos. Segmento considerável do mercado trabalha com a hipótese de que a Selic encerre o próximo ano em um patamar entre 13,25% e 14%, indicando que a política monetária restritiva deve persistir diante das pressões inflacionárias.
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