
CLIQUE E ASSISTA AGORA: a pressão internacional sobre Lula acaba de lucrar um novo capítulo explosivo. O parlamentário republicano Carlos A. Giménez partiu diretamente para cima do presidente brasiliano e fez uma das declarações mais pesadas vindas de Washington: afirmou que Lula “não é respeitado” na capital dos Estados Unidos, chamou o petista de “criminoso corrupto” e o acusou de manter alinhamento com regimes porquê Cuba e Venezuela.
A enunciação repercute ainda mais porque não vem de um parlamentar qualquer. Carlos Giménez é deputado republicano pela Flórida, nasceu em Cuba e construiu grande segmento de sua atuação política combatendo socialismo, comunismo e governos autoritários na América Latina. Em julho, apareceu ao lado da liderança republicana da Câmara para alertar contra o progressão do socialismo e reafirmar escora a movimentos de oposição em Cuba, Venezuela e Nicarágua.
Giménez também esteve diretamente envolvido nas discussões posteriores à queda de Nicolás Maduro. Em fevereiro, ao tratar de forças especiais e combate ao narcoterrorismo, seu próprio gabinete classificou a operação que capturou Maduro porquê um golpe decisivo contra um “narco-regime criminoso”.
E é justamente o precedente venezuelano que transforma essa história em um tanto muito maior.
Em 3 de janeiro de 2026, os Estados Unidos realizaram uma operação militar na Venezuela e capturaram Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Maduro foi retirado do país e levado para Novidade York, onde compareceu perante a Justiça norte-americana por acusações federais relacionadas, entre outros pontos, a narcoterrorismo, tráfico de drogas e lavagem de quantia.
A operação contou com tropas especiais norte-americanas, incluindo integrantes da Delta Force, que chegaram a erigir uma réplica da residência de Maduro para ensaiar a ação antes da missão.
Por isso, quando um parlamentário ligado à flanco mais dura do Partido Republicano passa a usar palavras porquê “criminoso corrupto” ao se referir ao presidente brasiliano, uma pergunta inevitavelmente começa a circunvalar entre os críticos de Lula:
até onde essa pressão poderá chegar?
Existe uma diferença fundamental que precisa ser registrada. Carlos Giménez não anunciou uma operação para prender Lula e, nas fontes verificadas, não encontramos uma enunciação literal dizendo que o brasiliano terá “o mesmo tramontana de Maduro”.
Essa verificação é uma versão política construída a partir do precedente venezuelano, e não uma ordem, mandado ou projecto norte-americano já anunciado.
Mas a tensão entre Brasília e Washington é real e aumentou novamente nos últimos dias.
Em 4 de agosto, os Estados Unidos revogaram o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, em meio a uma crescente disputa diplomática envolvendo reciprocidade de vistos e a indicação do novo legado norte-americano para o Brasil.
Isso acontece justamente em um ano eleitoral e em um cenário no qual Lula acusa os Estados Unidos de interferência nos assuntos internos brasileiros, enquanto setores próximos ao governo Trump criticam decisões políticas e judiciais tomadas no Brasil.
Alexandre de Moraes também aparece nesse tabuleiro, mas por outra frente.
O ministro chegou a ser sancionado pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos em julho de 2025. As medidas foram estendidas posteriormente à sua esposa e ao Lex Institute, com o governo norte-americano acusando Moraes de utilizar o incumbência para prisões arbitrárias e supressão da liberdade de frase.
As sanções foram retiradas em dezembro de 2025, em um momento de reaproximação entre Washington e Brasília.
Ainda assim, Moraes permanece envolvido em uma disputa jurídica nos Estados Unidos. Em junho de 2026, um tribunal federalista da Flórida permitiu que o Estado brasiliano interviesse no processo destapado por Rumble e Trump Media envolvendo decisões do ministro.
Portanto, quando setores conservadores afirmam que Lula e Moraes estão “encurralados”, estão fazendo uma leitura política de múltiplas pressões diferentes: críticas de republicanos contra Lula, conflitos diplomáticos entre Brasil e Estados Unidos, processos envolvendo Moraes e o novo cenário criado depois da conquista de Maduro.
Mas não existe, até leste momento, uma operação norte-americana anunciada para conquistar Lula ou Moraes.
Isso não reduz a força da enunciação de Carlos Giménez.
O parlamentar escreveu que, a partir do Congresso dos Estados Unidos, poderia prometer que Lula não era respeitado em Washington. Na sequência, afirmou que todos saberiam que Lula seria um “criminoso corrupto” e coligado de ditaduras porquê Cuba e Venezuela.
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