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Clientes com saques bloqueados e disputas nos tribunais
Em documentos judiciais, ficou comprovado que apostadores tiveram saques bloqueados pela plataforma. Nas defesas apresentadas em pensamento, a empresa alegou não ter controle sobre o site envolvido nas operações, tentando se eximir de responsabilidade. Esse argumento, porém, foi rejeitado por tribunais de ao menos quatro estados: Santa Catarina, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Dois casos exemplificam o problema. Em Goiás, a Defy Ltda — empresa que opera a 1xBet no Brasil — pagou R$ 3,1 milénio a um apostador que teve prejuízo antes da regulamentação, sem sequer responder a ação. Já em Santa Catarina, uma mulher teve R$ 5,2 milénio bloqueados em janeiro de 2025. A Justiça determinou a restituição do valor, e a empresa já perdeu dois recursos nesse caso, restando somente um a ser julgado.
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Estrutura societária e vínculos internacionais
A operação brasileira da 1xBet é conduzida pela Defy Ltda, sediada em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. A companhia está ligada a Carlos Eduardo Ferreira e à Lutum Limited, registrada no Chipre, onde fica a base da operação internacional.
Um pormenor labareda atenção: durante o curso dos processos judiciais, a Defy alterou sua razão social. Originalmente, a empresa se chamava 1xBet Intermediação de Negócios LTDA. Nas peças de resguardo, negava qualquer relação com o site br.1xbet.com e pedia que a Justiça consultasse informações do portal, registrado em Curaçao. Investigações, no entanto, comprovaram conexão direta entre a empresa e o domínio da 1xBet.
Operação sem licença antes da autorização solene
Enquanto aguardava o resultado do pedido de licença junto ao Ministério da Rancho, a empresa já disponibilizava apostas para o público brasílio sem autorização federalista. Essa prática se estendeu mesmo posteriormente 2025, quando novas regras do setor entraram em vigor. Antes dessa data, as apostas on-line funcionavam em uma espécie de “zona cinzenta” legislativa, sustentadas por sedes localizadas no exterior.
A autorização para que a Defy operasse com a marca 1xBet no Brasil só foi efetivamente concedida em 29 de julho, posteriormente diversas solicitações negadas desde o final de 2024.
Exposição solene versus prática de licença
A própria 1xBet sustenta que sua operação brasileira é independente e segue padrões rigorosos de compliance, governança e jogo responsável. A empresa também afirma que observa as leis nacionais e a autorização concedida. Mas, o histórico de processos e bloqueios de prêmios levanta questionamentos sobre a congruência entre o exposição endurecido do governo Lula contra as bets e a decisão de conceder licença a uma plataforma descrita uma vez que vinculada ao “maior grupo de apostas ilegais“.
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https://www.contrafatos.com.br/bet-1xbet-recebe-autorizacao-do-governo-lula-para-operar-no-brasil-mesmo-com-historico-de-apostas-ilegais//Nascente/Créditos -> CONTRA FATOS
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