PT recorre ao TSE para objurgar Eduardo Bolsonaro e pede remoção de live e proibição de falas sobre urnas eletrônicas
Por ContraFatos 28/07/2026 Atualizado em 28/07/2026
Federação Brasil da Esperança quer retirada de live, multa de até R$ 30 milénio e proibição de novas publicações do ex-deputado sobre o tema
Mais uma vez, o PT demonstra seu gosto por embatucar vozes opositoras. Dessa vez, o branco é o ex-deputado federalista Eduardo Bolsonaro (PL), que atualmente reside nos Estados Unidos. A Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PV e PCdoB, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a remoção de uma transmissão ao vivo publicada por Eduardo em seu ducto no YouTube, além de multa e proibição de que ele volte a tratar do tópico.
O que motivou a ação judicial
O pavio da investida petista foi uma live realizada em 23 de julho, na qual Eduardo Bolsonaro conversou por muro de 55 minutos com o estrategista prateado Fernando Cerimedo. Durante a transmissão, foram abordados temas relacionados à segurança das urnas eletrônicas, incluindo referências a supostos “arquivos da CIA”.
Leitura
Para a federação, as declarações feitas na live não passam de informações já analisadas e rejeitadas pela Justiça Eleitoral no pretérito. Na petição, os partidos sustentam que Eduardo teria reproduzido de forma consciente conteúdos considerados inverídicos.
PT quer objurgar qualquer questionamento ao sistema eleitoral
Labareda atenção a amplitude dos pedidos feitos pela federação ao TSE. O partido não se limitou a solicitar a remoção do vídeo específico. Vai além: exige que Eduardo Bolsonaro seja proibido de fazer novas publicações com teor semelhante sobre as urnas eletrônicas. Trata-se, na prática, de uma tentativa de repreensão prévia contra qualquer revelação do ex-deputado sobre o tema.
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Eis o que o PT pede ao TSE:
Retirada imediata da live publicada por Eduardo Bolsonaro nas plataformas digitais;
Proibição de novas publicações com teor considerado semelhante sobre as urnas eletrônicas;
Emprego de multa de até R$ 30 milénio ao ex-deputado;
Multa diária, em valor a ser definido pelo relator, caso eventual decisão judicial seja descumprida.
Na petição encaminhada ao tribunal, a Federação Brasil da Esperança afirma que a transmissão reuniu 11 declarações falsas sobre o funcionamento das urnas eletrônicas. O documento argumenta que essas falas integrariam uma ação coordenada para enfraquecer a crédito nas instituições responsáveis pela transporte das eleições de 2026.
“Não se trata de equívoco, mas de deliberada reiteração de teor sabidamente inverídico”, argumentaram os partidos na representação.
Em outro trecho, a federação sustentou: “As ações não decorrem de coincidência, mas do intento premeditado de deslegitimar as instituições eleitorais”.
Estratégia recorrente de silenciamento
A ação do PT reforça um padrão que se repete: a cada vez que um opositor levanta questionamentos — legítimos ou não — sobre o processo eleitoral brasiliano, a resposta do partido não é o debate, mas o recurso à Justiça para tentar silenciar a fala. A tentativa de proibir futuras publicações de Eduardo Bolsonaro sobre o tema evidencia a disposição da legenda em utilizar mecanismos judiciais para restringir o recta de frase de adversários políticos, mormente às vésperas das eleições de 2026.
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