Daniel Vorcaro financiou filmes sobre Lula e Temer além da produção biográfica de Bolsonaro, sem relevo ideológica ao investir em cinema político
Por ContraFatos 13/05/2026 Atualizado em 13/05/2026
Ex-banqueiro não fazia relevo ideológica ao investir em produções cinematográficas sobre presidentes brasileiros
O envolvimento de Daniel Vorcaro com produções audiovisuais ligadas a presidentes do Brasil vai muito além do incidente que sacudiu a campanha de Flavio Bolsonaro. Segundo pessoas próximas ao ex-banqueiro, ele destinou recursos a pelo menos dois outros projetos do gênero: um documentário sobre Lula, dirigido por Oliver Stone em 2024, e um filme sobre a gestão de Michel Temer, com direção de Bruno Barreto.
Áudio de Flavio Bolsonaro gerou constrangimento político
Uma mensagem de áudio em que Flavio Bolsonaro pede moeda a Vorcaro para viabilizar a epílogo de um filme biográfico sobre Jair Bolsonaro caiu porquê uma petardo na pronunciação política do chamado Zero Um.
Leitura
Produções financiadas abrangem espectros opostos
Relatos de pessoas ligadas a Vorcaro indicam que ele não tinha restrições ideológicas quando o tópico era financiar hagiografias de presidentes. As duas produções identificadas são:
“963 dias — A história de um presidente que recolocou o Brasil nos trilhos”, documentário sobre a gestão de Michel Temer, com direção de Bruno Barreto e previsão de estreia no próximo mês. Elsinho Surdo, ex-assessor de Temer e produtor da obra, foi procurado e negou ter solicitado recursos a Vorcaro.
“Lula”, documentário dirigido em 2024 pelo cineasta norte-americano Oliver Stone.
Até o momento, não há perspicuidade sobre as condições em que esses recursos foram repassados para as produções.
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Temer prestou serviços ao Master em 2025
A relação entre Temer e Vorcaro não se limitou ao universo cinematográfico. Em 2025, o ex-presidente atuou porquê mediador em negociações para viabilizar uma transação entre o banco Master e o BRB. Pelo serviço, Temer recebeu R$ 10 milhões.
Governo federalista nega envolvimento com documentário de Oliver Stone
Em nota divulgada às 18h07, a Secom se manifestou oficialmente. O órgão afirmou que “não houve qualquer pedido, nem do presidente e nem do governo, para o financiamento do documentário ‘Lula’, de Oliver Stone”. A enunciação buscou desvincular a Presidência da República de qualquer participação na captação de recursos para a produção.
As informações são da poste de Lauro Jardim, que publica notícias exclusivas de política, economia e cultura.