Em uma movimentação que promete agitar os bastidores da política fluminense e vernáculo, o ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, confirmou nesta semana sua intenção de retornar à vida pública. Indicado por muitos eleitores conservadores uma vez que um dos maiores “traidores” do ex-presidente Jair Bolsonaro, Witzel anunciou que pretende disputar o governo do estado nas eleições de 2026.
Atualmente sem partido, o ex-juiz federalista utilizou um vídeo divulgado nesta segunda-feira (9) para se reposicionar no tabuleiro político. Na gravação, Witzel adotou um tom de vitimização ao comentar o processo de impeachment que culminou na perda de seu procuração em 2021, em meio a escândalos de depravação na Saúde durante a pandemia de Covid-19.
Segundo o ex-governador, sua saída foi fruto de um “linchamento público” ocorrido antes de qualquer pena definitiva da Justiça. “Eu fui longínquo antes de qualquer pena definitiva, sem nenhum recta de resguardo”, alegou.
“Mais experiente e cordato”
Eleito na vaga conservadora de 2018 com um oração linha-dura e o espeque massivo do bolsonarismo — base com a qual rompeu pouco depois de assumir —, Witzel agora tenta vender uma imagem repaginada. Ele afirma voltar “mais experiente e cordato” posteriormente ter publicado “as vísceras do sistema”.
O ex-governador reconheceu que sua visão inicial de promover mudanças rápidas e radicais foi revista, defendendo agora o “diálogo institucional” e a “blindagem técnica”, sinalizando um encolhimento da postura beligerante que marcou seu breve procuração.
De olho na Direita e em Eduardo Paes
Witzel revelou que deve anunciar sua filiação a uma legenda de centro-direita até o dia 4 de abril, prazo limite para quem deseja concorrer no pleito deste ano. O objetivo é evidente: ocupar o vácuo de liderança na direita fluminense para enfrentar o atual prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), provável candidato bem pelo presidente Lula e pela esquerda.
“Pelo lado da direita, ainda não há definição de quem será o candidato. Eu garanto que serei candidato por um partido de centro-direita”, afirmou Witzel, tentando se colocar novamente uma vez que a escolha ao grupo político de Paes, a quem derrotou de forma surpreendente em 2018.
Resta saber se o eleitorado, mormente a base conservadora que se sentiu traída por suas atitudes no pretérito, estará disposta a dar uma segunda chance ao ex-governador.
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