Bradesco sinaliza adesão às sanções dos EUA contra Moraes e acende alerta no STF
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Em meio à repercussão internacional das sanções impostas pelos Estados Unidos ao ministro Alexandre de Moraes, o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, adotou uma posição direta e contundente. Durante coletiva realizada nesta sexta-feira (1º), o executivo declarou que o banco seguirá rigorosamente a legislação americana no caso da Lei Magnitsky.
“Não discutimos a lei, nós cumprimos a lei”, afirmou Noronha.
A enunciação foi feita durante a apresentação dos resultados financeiros do segundo trimestre da instituição. A fala, embora breve, foi o suficiente para atear um alerta no meio jurídico e político, principalmente no Supremo Tribunal Federalista (STF).
O que é a Lei Magnitsky?
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A Lei Magnitsky é um mecanismo lítico dos Estados Unidos que permite a emprego de sanções contra indivíduos acusados de devassidão ou violações de direitos humanos. As punições incluem bloqueio de bens, restrições a transações financeiras e comerciais, além da proibição de relações com cidadãos ou empresas americanas.
A inclusão de Alexandre de Moraes na lista trouxe consequências diretas e indiretas ao sistema financeiro. Instituições com presença internacional, uma vez que o Bradesco, podem ser expostas ao risco de sanções secundárias caso mantenham relações com os alvos das penalidades.
Bradesco avalia medidas jurídicas
Apesar da firmeza na enunciação, o Bradesco ainda não anunciou quais ações práticas adotará. Noronha explicou que o departamento jurídico da instituição já elaborou um parecer interno e que outros dois estudos estão sendo conduzidos por escritórios de advocacia norte-americanos.
A cautela revela o peso da decisão. O Bradesco possui presença ativa nos Estados Unidos, com uma dependência, uma filial e duas intermediárias operando no país. Qualquer vínculo com alvos de sanções pode comprometer as operações internacionais da instituição.
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Cresce a tensão no STF
A sinalização do Bradesco representa mais uma estrato de pressão sobre Alexandre de Moraes. A medida americana já gerava desconforto no cenário político, mas agora o respaldo de uma das maiores instituições bancárias do país amplia o isolamento do ministro.
Diante da possibilidade de outros bancos seguirem o mesmo caminho, o clima de instabilidade institucional se intensifica. O posicionamento de Noronha ecoa uma vez que um recado simples: o setor financeiro não pretende confrontar a legislação dos Estados Unidos — mesmo que isso envolva figuras centrais do atual poder.
https://www.newsatual.com/lei-magnitsky-bradesco-sancao-eua-moraes//Manadeira/Créditos -> JORNAL BRASIL ONLINE









