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A Cycas revoluta, popularmente conhecida uma vez que palmeira-sagu, sagu-de-jardim ou simplesmente cica, é uma das vegetalidade ornamentais mais utilizadas em jardins residenciais e projetos de paisagismo no Brasil. O que muitos tutores desconhecem, porém, é que ela também está entre as vegetalidade mais tóxicas para cães, podendo fomentar intoxicação grave e até levar o bicho à morte.
Originária do Japão, da China e de outras regiões da Ásia, a espécie possui fisionomia semelhante à de uma pequena palmeira, o que contribui para sua popularidade. Apesar da venustidade, especialistas alertam que todas as partes da vegetal são venenosas, mormente as sementes, que concentram elevadas quantidades de uma substância chamada cicasina.
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Jardim com a vegetal Cycas revoluta em destaque. | Foto: Valdeci Lima / iStock
Segundo médicos-veterinários, a ingestão de unicamente uma ou duas sementes pode ser suficiente para provocar intoxicação trágico em cães de pequeno porte.
Por que a vegetal é tão perigosa?
A principal substância tóxica presente na Cycas revoluta é a cicasina, um glicosídeo que, posteriormente ser metabolizado pelo organização, libera metilazoximetanol (MAM), constituído extremamente tóxico.
Essa substância provoca danos principalmente no fígado, podendo desencadear:
- necrose das células hepáticas;
- insuficiência hepática aguda;
- alterações neurológicas;
- distúrbios gastrointestinais graves.
Atualmente, não existe um contraveneno específico para a intoxicação causada pela vegetal. O tratamento é unicamente de suporte e depende da rapidez com que o bicho recebe atendimento veterinário.
Todas as partes da vegetal oferecem risco
Embora as sementes sejam consideradas a segmento mais perigosa, nenhuma segmento da Cycas revoluta é segura para os animais.
A concentração das toxinas varia conforme a região da vegetal:
- Sementes: possuem a maior concentração de cicasina e representam o maior risco de morte;
- Gomo médio (cabeça da vegetal): também apresenta elevada toxicidade;
- Folhas: possuem menor quantidade da toxina, mas continuam sendo perigosas;
- Raízes e talo: também contêm substâncias tóxicas.
Especialistas destacam que muitos acidentes ocorrem justamente quando a vegetal produz sementes, que costumam invocar mais atenção dos cães.
Uma vez que acontece a intoxicação?
Na maioria dos casos, os animais não ingerem a vegetal porque gostam do sabor.
Os acidentes costumam envolver:
- filhotes;
- cães jovens;
- animais muito ativos;
- cães que permanecem sozinhos por longos períodos.
Movidos pela curiosidade, eles podem arrancar folhas, cavar a base da vegetal ou mastigar sementes encontradas no jardim.
Sintomas podem nascer rapidamente
Os primeiros sinais normalmente surgem entre algumas horas e um dia posteriormente a ingestão, embora o tempo possa variar conforme a quantidade ingerida.
Entre os principais sintomas estão:
- vômitos;
- diarreia, muitas vezes com sangue;
- salivação excessiva;
- perda de gosto;
- sonolência e fraqueza;
- dor abdominal;
- aumento da sede;
- urina escura;
- mucosas e olhos amarelados (icterícia);
- tremores;
- convulsões.
Nos casos mais graves, o bicho pode desenvolver insuficiência hepática aguda, alterações na coagulação do sangue, coma e morte.
Inflorescência da Cycas resoluta, onde ficam as sementes, a segmento mais venenosa. Foto: Caca Liberato / iStock
O que fazer se o cachorro ingerir a vegetal?
Veterinários alertam que não é recomendado provocar vômito em morada sem orientação profissional, pois isso pode aumentar algumas situações.
Ao suspeitar que o bicho mastigou qualquer segmento da Cycas revoluta, a recomendação é:
- levar o cão imediatamente ao hospital veterinário;
- informar qual vegetal foi ingerida;
- se provável, levar uma folha, semente ou retrato da espécie.
Quanto mais cedo o atendimento encetar, maiores são as chances de sobrevivência.
Uma vez que é o tratamento?
Uma vez que não existe contraveneno, o tratamento procura reduzir a sucção da toxina e preservar o funcionamento do organização.
Dependendo do caso, o veterinário pode realizar:
- indução do vômito (quando indicada e em tempo adequado);
- gestão de carvão ativado;
- fluidoterapia intravenosa;
- medicamentos para proteger o fígado;
- controle de convulsões;
- exames frequentes para estimar a função hepática;
- internação em unidade intensiva.
Mesmo com tratamento intenso, estudos veterinários apontam que a intoxicação por Cycas revoluta apresenta uma taxa elevada de mortalidade, principalmente quando o atendimento morosidade.
A prevenção continua sendo a melhor proteção
Especialistas orientam que tutores de cães evitem cultivar a espécie em locais onde os animais tenham chegada livre.
Entre as principais recomendações estão:
- retirar a vegetal do jardim, caso haja cães na residência;
- impedir o chegada dos animais às sementes;
- supervisionar passeios em parques e jardins públicos;
- ensinar comandos uma vez que “não” e “solta”;
- oferecer brinquedos e enriquecimento ambiental para reduzir o comportamento de mastigar vegetalidade.
Embora seja bastante utilizada na ornamentação de jardins, a Cycas revoluta representa um risco significativo para cães. Saber essa vegetal e agir rapidamente diante de qualquer suspeita de ingestão pode fazer a diferença entre a recuperação do bicho e um desfecho trágico.
Créditos (Imagem de capote): É preciso ter desvelo com o que o pet come no seu jardim. | Foto: Ann Smith / iStock
https://www.aliadosbrasiloficial.com.br/noticia/perigo-planta-comum-em-jardins-pode-matar-caes-em-poucas-horas-veterinarios-fazem-alerta/Manadeira/Créditos -> Aliados Brasil Solene
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