Estados Unidos impõem novidade tarifa de 12,5% ao Brasil e outros 59 países por falhas na fiscalização de produtos de trabalho forçado
Por ContraFatos 03/06/2026 Atualizado em 03/06/2026
Tarifas adicionais de 12,5% atingem o Brasil e outros 59 países que não fiscalizam mercadorias produzidas com mão de obra forçada
Uma novidade rodada de punições tarifárias impostas pelo governo dos Estados Unidos voltou a atingir o Brasil, que agora enfrenta tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os seus produtos exportados ao mercado americano. A medida decorre de uma investigação que concluiu que 60 nações falharam em proibir e revistar a importação de mercadorias fabricadas com trabalho forçado.
Base permitido e órgão responsável pela decisão
A decisão foi tomada pelo Escritório de Negócio dos EUA (USTR, na {sigla} em inglês), órgão equivalente a um ministério do negócio, e tem porquê fundamento a Seção 301 da Lei de Negócio de 1974. A investigação que deu origem às novas tarifas teve início em março. Assim porquê ocorreu na punição anterior ao Brasil por “práticas abusivas” ou “irrazoáveis”, a mesma base jurídica foi utilizada para justificar as sobretaxas.
Leitura
Concorrência desleal contra empresas e trabalhadores americanos
Na avaliação do governo americano, a conduta desses países é “irracional” e restringe o negócio dos EUA ao gerar uma concorrência desleal para as empresas e trabalhadores americanos. A falta de mecanismos eficazes de controle sobre a enxovia produtiva permite que mercadorias fabricadas sob condições de trabalho forçado entrem no mercado internacional com custos artificialmente baixos.
Dois grupos de países com tarifas distintas
A sobretaxa varia conforme o proporção de comprometimento de cada região com o combate ao problema. Países que já possuem alguma proibição parcial ou que se comprometeram formalmente a impor regras por meio de acordos de negócio recíproco receberão uma tarifa suplementar de 10%. Nessa categoria estão os integrantes da União Europeia, México, Canadá, Indonésia, Paquistão e Equador.
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Já as nações que não realizam nenhum tipo de controle sobre a ingresso de produtos oriundos de trabalho forçado terão seus bens sobretaxados em 12,5%. O Brasil se enquadra nesse segundo grupo, ao lado de China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Reino Uno, Argentina e Arábia Saudita, entre outros.
Lista completa dos 60 países punidos pelos EUA
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