O Orbe, Folha e Estadão publicaram editoriais simultâneos contra Alexandre de Moraes e o STF por violação de sigilo de manancial jornalística
Por ContraFatos 14/08/2026 Atualizado em 14/08/2026
Decisão de procura e consumição contra manancial de jornalista motivou reação conjunta dos três periódicos de maior circulação do país
Uma ofensiva editorial sem precedentes reuniu os três maiores jornais do Brasil contra o STF na quinta-feira (13). “O Orbe”, “Folha de S.Paulo” e “O Estado de S. Paulo” publicaram, simultaneamente, textos duros questionando a atuação do ministro Alexandre de Moraes em incidente envolvendo a violação do sigilo de manancial jornalística.
O que motivou a reação dos jornais
O torcida foi a decisão de Moraes de autorizar procura e consumição contra Raimundo Soares Cutrim, no Maranhão. Cutrim foi identificado pela Polícia Federalista porquê manancial do jornalista Luís Pablo, que mantém o Blog do Luís Pablo. A operação levantou questionamentos imediatos sobre os limites da investigação conduzida pelo ministro.
Leitura
Os três veículos invocaram o inciso 14 do cláusula 5º da Constituição Federalista: “É assegurado a todos o chegada à informação e resguardado o sigilo da manancial, quando necessário ao treino profissional”.
Cada jornal, uma sátira contundente
Folha de S.Paulo
A Folha de S.Paulo sustentou que a decisão de Moraes “quebreira a liberdade de prelo”. O periódico também levantou dúvidas sobre a cultura do STF para conduzir o caso, uma vez que os investigados não possuem mesada privilegiado. Aliás, o jornal atacou diretamente o interrogatório das fake news, relatado por Moraes, afirmando que ele “foi convertido em instrumento de intimidação de qualquer um que ouse contrariar interesses de Suas Excelências, em pessoal jornalistas e empresas de notícia”.
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O Estado de S. Paulo
O tom adotado pelo Estado de S. Paulo foi também severo. O editorial declarou: “Se um dia esse interrogatório serviu ao país porquê resposta ao maior ataque contra a democracia brasileira na Novidade República, hoje é a marreta com a qual Moraes golpeia os mesmos princípios democráticos que ele diz tutorar”.
O Orbe
O Orbe classificou a violação do sigilo da manancial pela Polícia Federalista porquê “inconstitucional” e alertou que a medida abre um “precedente perigoso”. O jornal questionou as razões pelas quais o processo tramita no Supremo e defendeu que o interrogatório das fake news já deveria ter sido encerrado.
Resposta de Alexandre de Moraes
Diante da enxurrada de críticas, Alexandre de Moraes se pronunciou ainda na quinta-feira. O ministro afirmou que há indícios de que o jornalista e um jurisconsulto atuaram para “perseguir” o ministro Flávio Dino. Moraes sustentou que o sigilo da manancial não pode “ser instrumento de impunidade criminal” e informou que caberá à 1ª Turma do STF julgar eventuais recursos apresentados pelos investigados.
Sintoma do presidente do STF
Antes mesmo de Moraes se posicionar, o presidente do STF, Luiz Edson Fachin, já havia se manifestado sobre o caso. Fachin assegurou que as apurações da Polícia Federalista sobre provável transgressão de perseguição ao ministro Flávio Dino não podem afetar a “atividade jornalística legítima”.
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