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Mendonça enfatizou que o monitoramento já se estendia por mais de 30 dias quando veio à tona. Na sua avaliação, trata-se de vigilância ilícito sobre um ministro da Suprema Golpe, o que, por si só, demonstra a sisudez do caso.
Legisperito-geral da União também foi mira
Além do próprio Mendonça, o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, foi também objeto de coleta dirigida de informações. A peroração do ministro é de que houve atuação direcionada tanto contra ele quanto contra o encarregado da AGU.
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Trechos da decisão de Mendonça
Na fundamentação de sua decisão, o ministro detalhou a situação nos seguintes termos:
“Em segundo lugar, importa registrar que levante relator foi submetido a monitoramento sistemático por segmento da lucidez da polícia federalista. Conforme consta do já mencionado Ofício 40/2026/GAB/PF, subscrito pelo Diretor-Universal da Polícia Federalista, houve a produção de ao menos seis relatórios de lucidez produzidos pela UADIP/CINQ/CGRC/DICOR/PF, os quais teriam sido recebidos por referida poder entre os dias 3 e 31 de agosto de 2026. Ou seja, ao menos há mais de 30 dias levante relator tem sido monitorado pela Polícia Federalista. Trata-se de monitoramento ilícito de Ministro da Suprema Golpe do país, o que por si só revela a sisudez da situação.”
Mendonça ainda registrou que o ministro Alexandre de Moraes já teria tido conhecimento prévio da existência desses relatórios. Segundo o texto da decisão:
“E mais, conforme depreende da própria decisão do Ministro Alexandre de Moraes, previamente, levante teria tido ‘notícias da existência’ desses relatórios. Isso significa que, demais da produção ilícita dos ‘documentos’, foi dada ciência das suas existências a outro Ministro para que levante subscritor fosse incluído no Sindicância das Fake News. Registro que o encaminhamento do material correspondente foi feito senhor Andrei Rodrigues, conforme ofício subscrito às 18h45 do dia 01/09/2026.”
Relatórios com conclusões genéricas e abstratas
O ministro também criticou duramente o teor dos documentos produzidos pela lucidez da PF. Para ele, os relatórios continham ilações vagas, construídas a partir de juízos inferenciais que, nos seus próprios termos, “encadeiam-se em enxovia de múltiplos elos”. A peroração desses documentos era de que o advogado-geral da União, Jorge Messias, não teria autorizado recurso solicitado pelo diretor-geral da PF contra decisões proferidas nas investigações “Sem Desconto” e “Compliance Zero” com o suposto intuito de preservar “relação política com o relator”.
Mendonça aponta monitoramento ilícito sobre duas autoridades
Na avaliação do ministro, ficou evidenciada a “efetiva realização de MONITORAMENTO e COLETA DIRIGIDA sobre a pessoa deste Ministro do Supremo Tribunal Federalista e sobre a pessoa do advogado-geral da União”. A constatação reforçou os fundamentos para o solidão cautelar de Andrei Rodrigues da chefia da Polícia Federalista.
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https://www.contrafatos.com.br/ministro-mendonca-afirma-ter-sido-vitima-de-monitoramento-sistematico-pela-inteligencia-da-policia-federal//Nascente/Créditos -> CONTRA FATOS
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