Em uma audiência contundente realizada nesta quarta-feira, a Percentagem Parlamentar de Questionário (CPI) da Transparência, presidida pelo deputado estadual Alan Lopes, revelou um vasto esquema de devassidão envolvendo o consórcio Rio Parking, responsável pelos pátios onde são depositados veículos rebocados no estado do Rio de Janeiro. A sessão marcou um progresso significativo na investigação conhecida porquê “Máfia dos Reboques”.
Durante a reunião, o deputado Alan Lopes exigiu publicamente o cancelamento súbito do contrato entre o DETRO e o consórcio Rio Parking, classificando-o porquê uma organização de frente ligada à empresa APL, anteriormente afastada por denúncias semelhantes.
“Toda a falcatrua foi invenção. O consórcio Rio Parking será extinto do estado”, afirmou o parlamentar, ao apresentar documentos e depoimentos colhidos ao longo da CPI.
A empresa APL, segundo os parlamentares, já era conhecida por escândalos porquê remoção irregular de veículos, leilões indevidos e desmanche de automóveis antes mesmo de qualquer notificação aos proprietários. Posteriormente ter seu contrato encerrado, a mesma estrutura teria sido mantida sob novo nome — Rio Parking — numa tentativa de driblar a fiscalização e dar perpetuidade às práticas ilícitas.
Outrossim, foi denunciado um esquema paralelo envolvendo cooperativas de seguro e facções criminosas, em que veículos roubados seriam recuperados mediante pagamento de “resgate” e depois encaminhados aos pátios sem o conhecimento dos proprietários. Esses veículos acabavam depenados ou leiloados, gerando prejuízos irreversíveis à população.
O presidente do consórcio Rio Parking, que já havia faltado a outras audiências alegando questões médicas, voltou a se ausentar — desta vez amparado por um habeas corpus. Para o deputado Alan Lopes, no entanto, isso não impedirá o progresso das ações legais.
“Ele não precisa mais comparecer. As medidas judiciais contra ele e sua empresa serão tomadas”, afirmou.
Outro ponto grave evidenciado foi o papel do DETRO, denunciado de preterição e ramal de função ao permitir a operação irregular do consórcio, cuja atuação deveria estar limitada à fiscalização do transporte de passageiros — e não à governo de pátios para veículos particulares.
A CPI também apontou práticas abusivas durante blitzes de trânsito, tratadas porquê operações arrecadatórias, e os obstáculos burocráticos impostos aos proprietários de veículos apreendidos, que acabam acumulando dívidas impagáveis de diárias.
A atuação firme dos deputados Alan Lopes, Rodrigo Amorim e Filippe Poubel foi elogiada por colegas e apoiadores da investigação, que destacaram a relevância da CPI para enfrentar um sistema que, segundo eles, há anos lesa os cidadãos fluminenses impunemente.
A expectativa agora é que o DETRO atenda à recomendação da CPI e rescinda o contrato com o consórcio Rio Parking, além de que os responsáveis pelos crimes denunciados sejam devidamente responsabilizados.
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