Presidente do Sindilegis critica defasagem salarial e pede mudanças no limite do funcionalismo
O presidente do Sindicato dos Servidores do Legislativo (Sindilegis), Alisson Souza, declarou que o atual teto do funcionalismo público, fixado em R$ 46,3 milénio, já não atende às necessidades das carreiras e precisa ser revisto. Segundo ele, o valor está defasado e não acompanha a inflação.
A avaliação foi feita durante uma reunião com servidores realizada na última terça-feira (24), na qual o dirigente defendeu alterações na política salarial do setor.
Reajuste inflacionário é indicado uma vez que principal problema
Para Souza, a exiguidade de recomposição inflacionária ao longo dos anos compromete o estabilidade do teto remuneratório.
– Eu fui enfático na resguardo de que não é mais suportável, pelas carreiras, a não recomposição inflacionária [reajuste] ao teto remuneratório – afirmou.
Ele argumenta que a insatisfação não decorre de aumentos excessivos, mas da perda do poder de compra ao longo do tempo.
– Se o teto tivesse sido reajustado pela inflação, não reclamaríamos do teto. Não fomos nós que chegamos ao teto, foi o teto que chegou até nós.
Proposta inclui retirar adicionais do limite
O dirigente também apresentou uma sugestão ao grupo de trabalho do Supremo Tribunal Federalista (STF): excluir do teto as funções de crédito, que incluem gratificações por cargos de chefia e assessoramento.
A proposta surge em seguida o STF endurecer as regras sobre os chamados “penduricalhos”, estabelecendo que esses adicionais não podem ultrapassar 35% do teto.
Verificação com setor privado e resguardo de salários maiores
Souza comparou os vencimentos do serviço público com os da iniciativa privada, afirmando que profissionais com formação semelhante podem receber valores superiores fora do setor público.
Segundo ele, até mesmo profissionais considerados medianos podem ultrapassar os R$ 40 milénio mensais na iniciativa privada.
Remuneração elevada uma vez que forma de reduzir prevaricação
O presidente do Sindilegis também argumentou que salários mais altos podem contribuir para reduzir riscos de prevaricação, principalmente em cargos de grande responsabilidade.
– Eu libido que um auditor [do TCU] que vai fazer uma auditoria na Petrobras seja um profissional com um salário que o torne independente, menos corruptível, menos tomado. Porque, senão, isso é o quê para o país? Um demora de vida. Esse rosto vai, na verdade, encetar a fazer o quê? Acordos por fora para poder lucrar quantia – declarou.
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