Tribunal serpente mais transparência e dá 60 dias para banco apresentar correções
O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou problemas relevantes em uma licitação de publicidade do Banco do Brasil, dos quais contrato alcançou R$ 750 milhões no ano pretérito. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira, 11.
Ao examinar o processo, a Incisão de Contas concluiu que os critérios adotados para definir o valor da contratação não apresentavam transparência suficiente. Também observou que a despesa carecia de justificativas detalhadas.
Risco de sobrepreço e falhas de planejamento
Os ministros do TCU alertaram que a falta de perspicuidade sobre a emprego dos recursos destinados a campanhas publicitárias compromete princípios porquê transparência, motivação e planejamento.
No acórdão, afirmaram que “a falta de detalhamento da quantificação dos recursos aplicados em campanha de publicidade e propaganda, em desacordo com os princípios da transparência, da motivação e do planejamento, representa grave lacuna de planejamento, que eleva o risco de dano ao Tesouro por sobrepreço ou superfaturamento na realização contratual”.
Para o tribunal, a deficiência na quantificação dos valores amplia o risco de prejuízo aos cofres públicos durante a realização do contrato.
Fiscalização será ampliada
O TCU determinou que o Banco do Brasil apresente, em até 60 dias, medidas que assegurem maior transparência na realização do contrato.
Outrossim, decidiu ampliar o seguimento dos contratos de publicidade não exclusivamente do banco, mas também da Secretaria de Notícia Social da Presidência da República (Secom), da Caixa Econômica Federalista e dos Correios.
Questionamentos partiram de parlamentares
A apuração teve início em seguida questionamentos apresentados pelos deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO). Eles levantaram dúvidas sobre os critérios adotados em contratos de publicidade do governo Lula que, somados, alcançam R$ 3,5 bilhões.
Entre os valores mencionados estão R$ 562,5 milhões destinados à Secom, R$ 468,1 milhões à Caixa Econômica Federalista e R$ 380 milhões aos Correios, além dos R$ 750 milhões do Banco do Brasil.
Resposta do Banco do Brasil
Procurado, o Banco do Brasil informou, por meio de sua assessoria, que ainda não recebeu notificação solene sobre a decisão do TCU.
Em nota ao jornal Folha de S.Paulo, a instituição declarou que ‘os valores a serem executados estão em consonância com as limitações impostas pelo art. 93 da Lei n. 13.303/16″.
O banco acrescentou que apresentará informações complementares nos autos mal for formalmente notificado.
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https://www.contrafatos.com.br/tcu-identifica-falhas-em-contrato-de-r-750-milhoes-do-banco-do-brasil-para-publicidade//Manadeira/Créditos -> INFOMONEY








