Encontro ocorreu depois ordem do STF para investigar vazamentos no caso Banco Master
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, em Brasília, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista, além do novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, e do secretário próprio da Receita Federalista do Brasil, Robinson Barreirinhas. Também participaram representantes do Banco Medial do Brasil, do Ministério da Rancho e da Polícia Federalista.
A reunião ocorreu dois dias depois de Moraes instituir a início de um questionário para apurar possíveis vazamentos de dados fiscais envolvendo sua família no contexto das investigações do Banco Master.
Ministro da Justiça minimiza foco no caso Master
Apesar da proximidade temporal com a decisão do STF, Wellington César afirmou que o caso Banco Master não foi o tema meão do encontro. Segundo ele, a tarifa principal foi a pronunciação entre órgãos do Estado para o combate ao violação organizado.
“O tema foi tratado uma vez que eixo”, afirmou o ministro ao jornal Folha de S.Paulo. “É uma diretriz de órgãos de Estado que não se preocupa com nenhuma particularidade específica. Por outro lado, não vai deixar de atuar contra todos aqueles que se ajustem a esse perfil.”
O encontro não constava inicialmente na agenda solene do presidente e só foi registrado depois sua realização.
Governo nega reação a conflitos institucionais
Wellington César também rejeitou a versão de que Lula teria convocado a reunião em razão de ruídos ou tensões entre os órgãos envolvidos.
“Eu acho que há uma constatação de que o tamanho do problema justifica e merece uma conjugação de esforços dessa graduação”, declarou.
Além dos já citados, estiveram presentes o ministro da Rancho, Fernando Haddad, o diretor do Banco Medial, Gabriel Galípolo, o ministro-chefe da Secretaria de Informação Social, Sidônio Palmeira, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o diretor-geral da Polícia Federalista, Andrei Rodrigues, e o secretário-executivo do Ministério da Rancho, Dario Durigan.
Integração entre órgãos é defendida por Wellington César
O ministro da Justiça destacou que a integração entre Receita Federalista, Polícia Federalista, Ministério Público e Judiciário é principal para dar efetividade às investigações e uniformizar procedimentos, respeitando as competências institucionais.
“Na prática, significa expressar que a Receita Federalista, a Polícia Federalista atuam num primeiro momento na persecução, no combate a esses crimes, mas, num determinado momento, o Ministério Público precisa entrar, o Judiciário precisa se pronunciar e ajustar essa sintonia de uma vez que isso suceder, uma vez que uniformizar procedimentos, respeitadas as garantias e a autonomia de cada um desses órgãos”, afirmou.
Segundo ele, novas reuniões com secretários especiais estavam previstas ao longo da tarde para aprofundar a cooperação entre os Poderes e outras instituições.
“Nós não podemos falar de racionalidade, de pronunciação, de integração se estabelecermos um teto ordinário para essas iniciativas”, disse. Para Wellington César, envolver todos os parceiros institucionais é a única forma de viabilizar essa coordenação.
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