Tributarista alerta que a “taxa das blusinhas” penaliza os mais pobres
A volta da taxação sobre compras internacionais de até US$ 50 reacendeu o debate sobre a política fiscal brasileira. A medida, apelidada de “taxa das blusinhas”, tem sido mira de críticas de especialistas e da oposição, que apontam prejuízos à população de baixa renda e baixa eficiência arrecadatória.
Um estudo da LCA Consultoria Econômica revelou que a cobrança não gerou impactos positivos na geração de empregos nos setores protegidos, aumentou os custos para consumidores com menor poder aquisitivo e ainda reduziu a arrecadação dos estados.
Medida tem viés político e efeito retroactivo, afirma técnico
Para Luís Garcia, jurisperito tributarista e sócio do Tax Group e do MLD Advogados Associados, a iniciativa do governo Lula tem motivação mais política do que técnica. Segundo ele, a estratégia prioriza o aumento de receita sobre milhões de consumidores de baixa renda, em vez de emendar distorções estruturais no sistema tributário.
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“O governo prefere cobrar pouco de muitos do que enfrentar as grandes falhas do sistema”, afirmou Garcia, reforçando que se trata de um imposto retroactivo e ineficiente.
Falta de base técnica compromete argumento de proteção ao varejo
Garcia também questiona a justificativa usada pelo governo para impor a taxa, porquê o suposto combate à concorrência desleal e a formalização do negócio. Para o tributarista, a medida não se sustenta tecnicamente.
“É uma iniciativa arrecadatória disfarçada de proteção ao varejo vernáculo. Não há dados nem estratégia de longo prazo por trás disso”, declarou em nota à Revista Oeste.
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Ele ainda criticou a visão restrita da equipe econômica ao obstinar em tributar pequenas compras internacionais. “A taxa das blusinhas é o símbolo de uma política míope, que prefere buscar centavos em pacotes ao invés de trinchar gastos, aumentar eficiência e estimular a competitividade.”
Proposta de protótipo do dedo e cobrança automatizada
Uma vez que selecção, Garcia defende a manutenção da isenção para compras de até US$ 50, com recolhimento automático dos tributos diretamente no momento da compra, porquê já ocorre em outros países. Essa cobrança seria feita pelos marketplaces, simplificando o processo e reduzindo custos administrativos.
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“O ideal seria adotar um protótipo simples, neutro e inteligente, com tributação do dedo no checkout. Tributar individualmente cada pacote é custoso e ineficaz”, explicou.
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Falta de integração tecnológica amplia burocracia
O jurisperito também destacou que a carência de integração entre a Receita Federalista e os Correios dificulta a operação e gera burocracia suplementar. “O governo confunde simplificação com desoneração temporária”, avaliou.
Garcia concluiu que a isenção está de concordância com as normas da Organização Mundial do Transacção (OMC) e com o recta tributário brasílio. Para ele, o verdadeiro problema não está na validade da medida, mas na carência de uma estratégia fiscal congruente.
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