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O advogado-geral da União, Jorge Messias, confessou que articulou diretamente com ministros do STF antes de protocolar uma Ação Declaratória de Constitucionalidade para ressuscitar o decreto que eleva o IOF. Em pleno “Gilmarpalooza”, o titular da AGU admitiu ter buscado aval do Supremo para preservar o novo imposto, alegando tratar-se de “tema de interesse da sociedade”. Na prática, o governo recorre à toga para volver a rota que sofreu no Congresso, ignorando o recado simples oferecido pelos parlamentares — e pelos contribuintes — contra a sanha arrecadatória petista.
Messias afirmou que a oposição já havia judicializado o tema por meio de uma ADI, mas, uma vez que não conseguiu barrar o decreto no STF, fez valer o poder do voto e derrubou o aumento no plenário. O AGU classificou a iniciativa uma vez que um movimento que gera “instabilidade jurídica”, invertendo a lógica: para ele, inseguro é o Legislativo exercitar sua regalia de frear impostos abusivos, não o Planalto que governa por decreto. A AGU agora pressiona a Incisão a restabelecer o tributo imediatamente, mostrando a velha aposta petista: se perde no Congresso, apela ao Judiciário camarada.
O exposição de Messias revela o desprezo do governo pela separação de poderes. Em vez de repensar a fardo tributária que sufoca a população, Lula opta por bancar a guerra fiscal, tentando vender o aumento do IOF uma vez que “justiça social”. Na verdade, o imposto atinge diretamente o cidadão generalidade: encarece cartão de crédito, empréstimos, financiamentos de eletrodomésticos e qualquer operação bancária do dia a dia. Enquanto fala em taxar “super-ricos”, o Planalto aperta precisamente quem menos pode remunerar.
Para completar, a presença entusiasmada de ministros uma vez que Alexandre de Moraes e Flávio Dino no mesmo evento reforça a simbiose entre governo, STF e setores que hoje comandam a taxa jurídica do país. O recado oferecido pelo AGU é cristalino: o Executivo não hesitará em usar o Supremo uma vez que trincheira política quando a vontade popular contrariar as ambições arrecadatórias de Brasília. A democracia representativa vira mero pormenor quando a caneta do Planalto encontra repercussão em gabinetes togados.
O cidadão, que já sente no bolso o peso da inflação e dos juros, agora assiste a mais uma manobra para drenar seu orçamento familiar. O “programa de justiça social” defendido por Messias não passa de cortinado de fumaça para justificar novas mordidas no bolso do tributário. Se o STF atender ao pedido da AGU, o imposto voltará imediatamente, demonstrando que, no Brasil de hoje, a vontade do votante vale menos que um despacho de gabinete — mormente quando o governo precisa de verba para vedar seu rombo fiscal.
https://jornalbrasilonline.com.br/%F0%9F%A7%A8-governo-culpa-oposicao-por-inseguranca-mas-quer-imposto-na-marra//Manadeira/Créditos -> JORNAL BRASIL ONLINE









