Fachin determinou prazo de 72 horas para André Mendonça se pronunciar sobre pedido da AGU contra afastamentos de dirigentes da Polícia Federalista
Por ContraFatos 08/09/2026 Atualizado em 08/09/2026
Presidente do STF ainda não tomou decisão sobre pedido de suspensão dos afastamentos de dirigentes da PF
A Advocacia-Universal da União (AGU) apresentou na terça-feira, 8, um pedido de caráter urgente para que os afastamentos preventivos do diretor-geral e do diretor de Lucidez Policial da Polícia Federalista fossem imediatamente suspensos. Assinada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e por outros membros da direção do órgão, a peça contesta a decisão tomada pelo ministro André Mendonça.
Diante dessa solicitação, o presidente do Supremo Tribunal Federalista (STF), ministro Edson Fachin, determinou que Mendonça se pronuncie sobre o caso em até 72 horas. O despacho, datado da própria terça-feira, não implica qualquer suspensão das medidas já em vigor.
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“Intime-se o eminente Ministro André Mendonça, Relator da Pet nº 16.662, para que se manifeste sobre o pedido no prazo de 72 horas”, determinou Fachin.
Fachin não decidiu sobre o préstimo do pedido
O presidente do STF optou por não se posicionar imediatamente sobre a solicitação da AGU. O despacho estabelece que, posteriormente a revelação de Mendonça, os autos retornarão à Presidência da Golpe para estudo. Enquanto isso, os afastamentos determinados pelo relator seguem produzindo efeitos.
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Argumentos da AGU contra os afastamentos
Na peça encaminhada ao Supremo, a AGU elenca diversos fundamentos para justificar a suspensão imediata da decisão de Mendonça. O órgão sustenta que os afastamentos geram “grave lesão à ordem pública e administrativa”. Para a União, a medida representa interferência direta na privilégio constitucional do presidente da República de nomear e exonerar os ocupantes dos cargos de direção da Polícia Federalista.
A AGU também aponta que a interrupção abrupta na gestão da corporação compromete atividades investigativas em curso e cria risco de desorganização institucional.
Sobreposição de procedimentos no STF
Outro ponto levantado pela AGU envolve a tramitação interna dos processos no STF. Segundo o órgão, os fatos relacionados à produção e à divulgação de relatórios de perceptibilidade da Polícia Federalista já vinham sendo examinados por Fachin desde 3 de setembro, em procedimento notável. Nesse caso, a Presidência do Supremo havia delimitado pontos de investigação e facultado cinco dias úteis para que autoridades se manifestassem — inclusive os dirigentes que acabaram sendo afastados.
A União argumenta que Mendonça antecipou uma avaliação sobre a premência de medidas preventivas enquanto essa estudo conduzida por Fachin ainda estava em curso.
Questionamento sobre conhecimento
A AGU também questiona a submissão da decisão de Mendonça à Segunda Turma do STF. Segundo o órgão, o próprio relator havia indicado anteriormente que a conhecimento para tratar da material seria do plenário da Golpe.
Além de pedir a suspensão imediata dos afastamentos, a União requer que a medida permaneça vigente até que o órgão competente do tribunal se pronuncie de forma definitiva sobre o tema.
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