Alexandre de Moraes encaminhou à PGR recurso de Mauro Cid que contesta decisão e pede a extinção definitiva de sua punibilidade
Por ContraFatos 06/06/2026 Atualizado em 06/06/2026
Ministro Alexandre de Moraes deu prazo de cinco dias para a Procuradoria-Universal da República se manifestar sobre o estrago em realização do tenente-coronel
A equipe jurídica do tenente-coronel Mauro Cid, delator da suposta trama golpista, apresentou um estrago em realização ao Supremo Tribunal Federalista (STF) contestando uma decisão anterior do ministro Alexandre de Moraes. O magistrado havia recusado o pedido de fechamento das penalidades impostas ao ex-ajudante de ordens. Agora, o recurso foi guiado à Procuradoria-Universal da República (PGR), que terá cinco dias para se pronunciar sobre a questão.
O despacho do relator foi assinado na terça-feira, 2 de junho. A movimentação processual reacende o debate sobre os limites temporais das medidas cautelares aplicadas ao militar.
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Mais de dois anos sob restrições severas
Os advogados de Mauro Cid fundamentam o recurso nos princípios da proporcionalidade, da razoabilidade e da pundonor humana. O argumento médio é que o militar vive sob restrições rigorosas de locomoção há mais de dois anos e cinco meses. A petição detalha as medidas cautelares que pesam sobre ele:
Recolhimento noturno obrigatório;
Impedimento de deslocamento fora de um perímetro demarcado;
Solidão de suas funções no oficialato;
Presença semanal à Vara de Execuções Criminais do Região Federalista;
Monitoramento eletrônico regular por tornozeleira da Polícia Federalista.
Fundamentos jurídicos e pedidos alternativos
A resguardo solicita que Moraes reconsidere sua decisão anterior em pensamento de retratação, com base na Lei de Realização Penal e no Código Penal. Caso o pedido principal seja rejeitado, os advogados pedem o reconhecimento de que houve violação ao princípio da legitimidade estrita na realização penal.
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“Em caso de indeferimento do pedido ora inferido […], seja logo da mesma forma reconhecida a violação direta ao princípio da legitimidade estrita que rege a realização”, diz a petição.
Referência ao Tema 1.155 do STJ
Outro ponto levantado pela resguardo é o Tema 1.155 do Superior Tribunal de Justiça. Segundo os advogados, o tempo de cumprimento das medidas cautelares deveria ser suficiente para extinguir a punibilidade do militar. Caso o relator mantenha o indeferimento, a equipe jurídica requer que o colegiado do STF seja chamado a averiguar o recurso.
Vale lembrar que a PGR já havia rejeitado anteriormente um pedido semelhante para fechar a pena de Mauro Cid. A sintoma que o órgão apresentará nos próximos cinco dias será determinante para os próximos desdobramentos do caso.
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