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A emenda foi de autoria da deputada Carol Dartora e chegou à ONG de Manuela D’Ávila por meio de um convênio firmado com o Ministério da Paridade Racial (MIR). O pagamento foi efetuado em 16 de janeiro deste ano.
Audiência modesta e participação da própria autora da emenda
A estreia do ElaPod, publicada em 5 de julho, contou com a ministra Marina Silva (Meio Envolvente) e a ex-deputada federalista Áurea Carolina, hoje candidata ao Senado pelo PSOL de Minas Gerais. No entanto, o resultado de público ficou aquém das expectativas: até agora, o primeiro incidente registra exclusivamente 4.385 visualizações no YouTube.
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O segundo incidente, com Kátia Abreu e Joice Hasselmann, alcançou 26 milénio visualizações. Já o terceiro, que contou justamente com a presença da própria Carol Dartora — autora da emenda que financiou o projeto — ao lado da vereadora de Florianópolis Carla Ayres (PT), foi publicado em 18 de junho e acumulou somente 355 visualizações. No totalidade, o “ElaPod” já produziu 16 episódios: nove na primeira temporada e sete na segunda.
Representação no TCU aponta uso eleitoral do podcast
O caso motivou uma representação formal ao Tribunal de Contas da União (TCU), apresentada pela deputada Bia Kicis (PL-DF). No documento, Kicis sustenta que o podcast possui “caráter personalíssimo”, sendo “diretamente vinculado à imagem e à atuação de sua fundadora (Manuela D’Ávila)”.
A representação vai além e aponta que o programa inclui momentos de “endosso explícito à candidatura da apresentadora ao Senado Federalista por parlamentares”.
“Em pelo menos quatro episódios (1, 4, 5 e 6), convidadas manifestam base expresso à eleição de Manuela D’Ávila ao Senado. O caso mais direto é o da deputada federalista Fernanda Melchionna, no incidente 4, que declara lutar ‘para ter uma senadora comprometida com a luta das mulheres (…) porquê a minha querida amiga’ e, ao fechar, ‘e simples, coloca a Manu no Senado’”.
Manuela D’Ávila foi procurada por meio de sua assessoria para comentar o caso no primícias da tarde desta quinta-feira (10). Até o momento, não houve resposta. O espaço segue descerrado.
Bia Kicis também aparece em decisão de Dino sobre Dark Horse
Na manhã da mesma quinta-feira, o nome de Bia Kicis surgiu na decisão do ministro Flávio Dino (STF) que autorizou a operação contra ONGs ligadas à produtora Karina da Gama, responsável pelo filme Dark Horse.
Conforme revelado pela poste, a decisão menciona um relatório da Polícia Federalista que questiona o envio de emendas de Bia Kicis para um projeto de ONG em São Paulo, o que representaria violação a regra estabelecida pelo STF sobre o tema. O documento também cita um relatório do Coaf que identificou “movimentações atípicas” da deputada.
Em resposta, Bia Kicis defendeu que as investigações sobre emendas sejam conduzidas “sem seletividade”.
“Essas emendas precisam ser fiscalizadas com rigor e sem seletividade. O Instituto E Se Fosse Você?, fundado por Manuela D’Ávila, recebeu mais de R$ 4 milhões em recursos públicos vinculados a emendas nos últimos anos, e há indícios de que segmento desses recursos tenha sido utilizada em ações de promoção política e eleitoral”, disse.
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https://www.contrafatos.com.br/podcast-de-manuela-davila-custou-r-20-mil-por-episodio-com-dinheiro-de-emenda-parlamentar//Nascente/Créditos -> CONTRA FATOS
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