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O pedido contra Mendonça, por sua vez, já havia sido protocolado antes, em 24 de setembro. Mendonça é relator do caso Master e tem liderado uma ofensiva contra Alexandre de Moraes em razão da relação do colega com o banqueiro Daniel Vorcaro. A reação do deputado é interpretada por analistas uma vez que mais uma frente da grave crise institucional que assola o STF — e levanta o questionamento inevitável: Paulinho age por crença jurídica ou em resguardo de seu coligado Moraes?
Acusações contra André Mendonça
No pedido de impeachment contra Mendonça, o presidente do Solidariedade acusa o magistrado de praticar delito de responsabilidade. Paulinho descreve a atuação do ministro uma vez que “parcial” e “com direcionamento político-eleitoral”, citando a “geração de eventos processuais que possam propiciar o grupo político com quem ele tem relação”.
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O deputado também menciona um aporte de R$ 5 milhões da Cedro Participações, do empresário Lucas Kallas, ao Instituto Iter, ligado a Mendonça. Kallas é assinalado uma vez que sócio de Vorcaro. Paulinho cita ainda diálogos do banqueiro sobre um encontro com o ministro e decisões supostamente favoráveis do magistrado ao grupo empresarial de Vorcaro.
O caso Fux e a família do ministro
No pedido contra Luiz Fux, Paulinho da Força sustenta que o ministro não pode continuar julgando o caso Master. O deputado alega que Fux tem suspeição no ponto e procede “de modo incompatível com a honra, honra e decoro do missão”.
O parlamentar trouxe à tona os contatos entre Rodrigo Fux, fruto do ministro, e o banqueiro Vorcaro em novembro de 2024. Segundo o pedido, o banqueiro teria apresentado um recurso ao jurista às vésperas de um julgamento no STF. Tratava-se dos créditos da Agro Industrial Tabu, adquiridos por fundos de investimento e que eram de interesse do Banco Master. O julgamento entraria no plenário virtual do STF somente dois dias depois de Vorcaro acionar o fruto do ministro.
Paulinho da Força também fez uma confrontação que revela o viés de sua atuação. “Diferentemente da proatividade investigativa demonstrada pelo ministro André Mendonça contra seu desafeto, Alexandre de Moraes, na véspera das manifestações do 7 de setembro, não houve providência alguma em relação aos fatos envolvendo a família Fux”, apontou o deputado.
“Somente em junho de 2026, quando Vorcaro já estava recluso, Fux votou contrariamente ao pedido, acompanhando os demais ministros, em decisão unânime”, reclamou Paulinho da Força.
Kassio Nunes Marques e as hospedagens de luxo
No caso de Kassio Nunes Marques, o deputado transcreve conversas de Vorcaro que indicariam custeio de hospedagens de luxo e eventos pelo banqueiro em mercê do ministro. Paulinho também menciona o suposto pagamento de R$ 500 milénio para Kevin Marques, jurista e fruto do atual presidente do TSE.
Senado trava pedidos de impeachment contra ministros
Embora o retiro de ministros do STF seja conhecimento do Senado, qualquer cidadão pode peticionar contra os magistrados apontando delito de responsabilidade. Os pedidos, todavia, precisam ser despachados pelo presidente da Moradia e aprovados por 54 dos 81 senadores. Na prática, o senador Davi Alcolumbre (União-AP) tem sistematicamente travado os pedidos contra integrantes da Suprema Incisão — o que significa que as petições de Paulinho têm poucas chances de prosperar, ao menos por ora. Resta saber, portanto, qual é o real objetivo: justiça ou pressão política em nome de um coligado?
O vínculo entre Paulinho e Alexandre de Moraes
A proximidade entre Paulinho da Força e Alexandre de Moraes não é sigilo no meio político. O deputado é considerado um dos nomes do Congresso com melhor trânsito junto ao ministro. Quando atuou uma vez que relator do projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro, Paulinho construiu o texto em diálogo com o magistrado e com demais ministros do STF.
O resultado foi emblemático: o que era uma anistia ampla foi legalizado uma vez que uma dosimetria, sem livrar da prisão o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sentenciado a 27 anos e 3 meses de prisão pela trama golpista. Na ocasião, Paulinho negou publicamente que Moraes — relator dos inquéritos sobre a tentativa de golpe de Estado e dos atos antidemocráticos — tenha participado da redação do texto. Nos bastidores, porém, aliados reconhecem que o contato com o magistrado ocorreu para evitar que a proposta fosse derrubada no STF.
Diante desse histórico, os pedidos de impeachment protocolados por Paulinho ganham um contexto revelador: os alvos são precisamente os desafetos de seu coligado no tribunal. O que o deputado apresenta uma vez que resguardo da validade pode ser lido, com igual fundamento, uma vez que uma manobra de blindagem política dentro da mais subida incisão do país.
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https://www.contrafatos.com.br/aliado-de-moraes-paulinho-da-forca-pede-impeachment-de-mendonca-kassio-e-fux//Manancial/Créditos -> CONTRA FATOS
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