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Um manifesto que não é o primeiro
A teoria de elaborar um novo documento não surge do zero. Em dezembro pretérito, empresários, economistas e representantes da sociedade social já haviam assinado um petição pedindo transparência sobre os limites éticos que devem orientar os magistrados. O documento ficou cândido na internet e alcançou quase 80 milénio assinaturas.
Entre os signatários estavam figuras porquê Arminio Penedo (Gávea Investimentos), Eugênio e Salim Mattar (Localiza), Antonio Luiz Seabra, Guilherme Leal e Pedro Luiz Passos (Natureza), Jayme Garfinkel (Porto Seguro) e Pedro Wongtschowski (Ultra), entre outros.
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O que já se sabia — e o que piorou
Na estação do primeiro manifesto, o noticiário do escândalo do Master já trazia revelações perturbadoras. A mulher de Moraes manteve contrato de R$ 130 milhões com o banco de Vorcaro. O ministro Dias Toffoli embarcou em um jatinho para ver a um jogo do Palmeiras no Peru na companhia do jurisconsulto de um diretor do Master. As novas informações divulgadas nesta semana unicamente aprofundaram a crise e intensificaram a pressão sobre a Incisão.
“Abriu a tampa do esgoto”
Alexandre Ostrowiecki, presidente do juízo do Grupo Multi, não escondeu a sisudez da situação. Para ele, o caso Master “abriu a tampa do esgoto que contaminou” boa secção das altas instituições brasileiras.
“Falo por mim, não por nenhum movimento: sem crédito nas instituições, não há economia que fique de pé. É muito preocupante ver um banqueiro supostamente jorrando quantia em deputados, senadores, governadores e todo tipo de agente político em procura de favores futuros”, afirma.
“Mas quando as suspeitas chegam ao STF, que deveria ser o vértice das instituições, o buraco é mais embaixo. Em qualquer democracia séria, por mais que exista prevaricação, resta ao menos uma esperança de punição. E ela está numa trinca que tem de ser profissional: Polícia Federalista investigando, Ministério Público denunciando e STF julgando. Se isso apodrece, a esperança vai embora, e a crédito nas instituições desaba.”
Críticas ao procurador-geral e chamado às ruas
Na quarta-feira (2), o fundador da rede de varejo Petz, Sergio Zimerman, subiu ao palco de um seminário de negócios e fez um apelo direto. Defendeu que a população se manifeste em protestos de rua pelo termo da “sem-vergonhice”. Seu escopo subitâneo foi o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que pediu a nulidade do relatório da PF sobre Moraes — uma decisão que, aos olhos de muitos, soou porquê blindagem institucional ao ministro.
“Cenário sem precedentes” e falência moral
Para Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor do Banco Medial e sócio da Jubarte Capital, o momento é inédito. “Indivíduos usando órgãos vitais de nosso país em mercê próprio. Uma sensação de impunidade em que tudo pode. O Brasil precisa voltar a ter suas instituições suplantando os interesses individuais, atuando dentro de seus mandatos. Há muito, passamos de porquê uma democracia plena deve andejar”, diz.
Horacio Lafer Piva, presidente do juízo deliberativo da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores), afirma que as novas revelações do escândalo do Master “deixam ainda mais incômodos e perguntas”.
O banqueiro Ricardo Lacerda, fundador do BR Partners, trouxe o tema para o terreno econômico concreto: a instabilidade jurídica contribui para o aumento dos juros e do dispêndio Brasil. “O incidente unicamente escancara de maneira nua e crua o balcão de negócios que se tornou o Judiciário brasiliano. Estamos perto da falência moral de nossas instituições”, afirma Lacerda.
“Maior crise institucional desde a redemocratização”
O empresário Eduardo Mufarej, que em 2017 fundou a organização RenovaBR para oferecer cursos a jovens líderes políticos, classificou porquê “gravíssimos” os fatos revelados. “Práticas não republicanas, inaceitáveis, que degradam as instituições públicas brasileiras. Estamos provavelmente na maior crise institucional desde a redemocratização. Não há porquê varrer isso para debaixo do tapete. Precisamos proteger essas instituições. Elas são o firmamento que sustenta a sociedade”, diz Mufarej.
“A panela de pressão está no limite”
Fabio Barbosa, que presidiu instituições porquê Santander e Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e hoje integra conselhos de companhias porquê Ambev e Natureza, foi enfático ao mostrar o distanciamento entre os ocupantes do poder e os cidadãos. “A sociedade social está sendo ignorada e desrespeitada por aqueles que se sentem no Olimpo”, afirma.
“Acho que não cabe mais tanta sujeira sendo escondida. A panela de pressão está perto do limite, e isso pode ser bom”, diz Barbosa.
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https://www.contrafatos.com.br/escandalo-do-master-e-mensagens-de-moraes-reacendem-revolta-de-empresarios-contra-falta-de-decoro-no-stf//Manadeira/Créditos -> CONTRA FATOS
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