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Em novembro de 2025, credores pediram a falência da companhia, alegando que as obrigações previstas no projecto de recuperação não vinham sendo cumpridas. Na ocasião, os bancos Bradesco e Itaú Unibanco, também credores, apresentaram agravos, e a Oi conseguiu retornar ao regime de recuperação judicial. O julgamento desses recursos começou em junho, mas foi interrompido por um pedido de vista do desembargador Augusto Alves Moreira Junior, que impediu a votação sobre o préstimo.
Agora, com a retomada do julgamento, o tribunal confirmou a quebra da empresa.
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Caixa em colapso e patrimônio negativo bilionário
Dados apresentados no processo mostram que o patrimônio líquido negativo do grupo Oi ultrapassa R$ 22,6 bilhões, conforme balanço de março de 2026. A projeção de caixa para o término de julho de 2026 era de R$ 88,1 milhões, mas o montante já havia desabado para R$ 19,6 milhões em abril deste ano.
A governo judicial havia emitido alerta de que os recursos da companhia poderiam se esgotar por completo até o final de agosto. A decisão pela falência veio em seguida a operadora reconhecer que não dispunha de recursos suficientes para arcar com despesas essenciais.
O rombo bilionário e o projecto malogrado
O último processo de reforma envolvia uma dívida estimada em R$ 44 bilhões. Na câmara de credores que aprovou o projecto, ficou estabelecido um novo financiamento de até US$ 655 milhões. Desse montante, US$ 505 milhões seriam aportados por credores financeiros, enquanto a V.tal — empresa de infraestrutura de telecomunicações controlada pelo BTG Pactual — contribuiria com um pouco entre US$ 100 milhões e US$ 150 milhões.
Fornecedores abandonam a operadora
A escassez de recursos provocou a paralisação de serviços contratados pela Oi. Em julho de 2026, a Sitelbra cortou conexões da rede de lotéricas da Caixa, sistemas de videomonitoramento na Bahia e em Goiás e lojas da Enel no Ceará. Empresas porquê Nava Software, Nava Serviços e Hughes também suspenderam atividades prestadas à operadora por falta de pagamento.
No início deste mês, uma ordem judicial definiu quais serviços contratados pela Oi deveriam ser considerados essenciais e, portanto, mantidos.
Tentativas frustradas de venda de ativos
A operadora buscou levantar capital por meio da doidice de ativos, mas os resultados ficaram muito aquém do necessário. A Oi Soluções, unidade voltada para empresas e órgãos públicos, foi levada a leilão em junho, porém nenhuma proposta foi apresentada.
Outro travanca é a venda da participação de 27,2% da Oi na V.tal, negócio medido em R$ 4,5 bilhões e que segue sem desfecho. A empresa também aguarda o recebimento de R$ 60,1 milhões referentes à doidice da UPI Serviços Telefônicos.
Próximos passos em seguida a falência
Com a decretação da falência, o legista Bruno Rezende foi nomeado gestor judicial. Ele ficará responsável por facilitar a Justiça na arrecadação dos bens da empresa, no tratamento dos créditos e na meio do fecho das atividades.
Os serviços de telecomunicações que ainda funcionavam sob o grupo Oi passam a ser acompanhados pela Dependência Vernáculo de Telecomunicações (Anatel) em conjunto com a governo judicial. O objetivo é testificar a perpetuidade das transmissões e uma transição regulatória adequada para os usuários conectados às redes da operadora.
Atuação atual da empresa
Atualmente, a Oi concentra suas operações no mercado corporativo e de grandes empresas por meio da Oi Soluções.
O iG entrou em contato com a assessoria de prensa da Oi, mas, até o momento, não obteve retorno. O espaço segue desimpedido para manifestações da empresa.
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https://www.contrafatos.com.br/justica-do-rio-decreta-falencia-da-oi-novamente-o-que-levou-a-decisao//Nascente/Créditos -> CONTRA FATOS
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