A investigação conduzida pela Polícia Federalista ganhou um novo elemento em seguida a mortificação de mensagens atribuídas a Luís Cláudio Lula da Silva, o Lulinha, fruto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo reportagem publicada pelo Jornal da Cidade Online em 19 de agosto de 2026, os diálogos envolvem também Roberta Luchsinger, apresentada na publicação uma vez que lobista ligada às investigações sobre o chamado “Careca do INSS”.
De conformidade com o material divulgado pelo veículo, uma conversa ocorrida em 24 de julho de 2023 teria registrado Lulinha enviando a Roberta a seguinte mensagem: “Envia a NF pro Cleber”. Na sequência, ela teria respondido: “Já fiz”, recebendo de Lulinha a confirmação: “Boa”.
O “Cleber” mencionado na conversa seria Cleber Ribas, empresário ligado à empresa 3Structure IT. Conforme a reportagem, a companhia teria faturado aproximadamente R$ 80 milhões em negócios com o governo.
Transferência de R$ 150 milénio
Outro ponto engrandecido na publicação é uma informação atribuída a um relatório da Polícia Federalista. Segundo o documento citado pelo veículo, a empresa de Cleber Ribas teria transferido pelo menos R$ 150 milénio para a RL Consultoria, empresa de Roberta Luchsinger.
A justificativa apresentada para os pagamentos teria sido a “prospecção de clientes”.
A existência da transferência e a natureza dos serviços prestados são elementos que, segundo a reportagem, estão sob estudo no contexto das investigações. A mera existência das mensagens ou dos pagamentos, mas, não comprova por si só a prática de delito e eventuais responsabilidades dependem da apuração das autoridades e das conclusões da Justiça.
O que a investigação procura esclarecer
O interesse das autoridades estaria relacionado justamente à conexão entre as pessoas mencionadas nas mensagens, os pagamentos identificados e as relações comerciais envolvendo empresas que mantiveram negócios com o poder público.
A troca de mensagens atribuída a Lulinha passou a lucrar repercussão porque apresenta uma informação direta sobre a emissão de uma nota fiscal. A partir disso, permanece a urgência de esclarecer qual serviço foi efetivamente contratado, por que a nota foi solicitada e qual era a relação mercantil entre os envolvidos.
Até o momento, o teor fornecido não apresenta uma peroração judicial sobre eventual responsabilidade criminal de Lulinha, Roberta Luchsinger ou Cleber Ribas.
O caso deverá continuar sendo escoltado à medida que novos documentos, depoimentos ou manifestações oficiais sejam incorporados à investigação.