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Integrantes de uma fileira do Supremo Tribunal Federalista (STF) avaliam, em conversas reservadas, que as cúpulas da Polícia Federalista e da Procuradoria-Universal da República (PGR) podem ter atuado em conjunto com o ministro Alexandre de Moraes para tentar impedir que André Mendonça assumisse a relatoria do interrogatório que investiga Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, rebento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).A suspeita dentro da Galanteio está relacionada à forma uma vez que o pedido de fenda da investigação chegou ao Supremo. Embora o interrogatório não investigue diretamente os mesmos fatos do caso do INSS, há integrantes do tribunal que entendem que existe uma conexão relevante, já que os personagens envolvidos são semelhantes e segmento dos elementos que deram origem à apuração foi obtida durante a investigação sobre o esquema de descontos em aposentadorias e pensões.
Por esse entendimento, o pedido poderia ter sido guiado diretamente a Mendonça, que já é responsável pelos inquéritos relacionados ao caso do INSS.
A Polícia Federalista, porém, apresentou outra tradução ao enviar a representação ao Supremo. A corporação sustentou que a novidade investigação envolve fatos diferentes e, por isso, o pedido deveria passar por livre distribuição para definição de um novo relator.
A solicitação chegou às mãos de Alexandre de Moraes no último dia 24. Na exigência de presidente do STF durante a segunda quinzena do recesso da Galanteio, o ministro solicitou inicialmente uma revelação da Procuradoria-Universal da República.
Com Paulo Gonet avante da PGR, o órgão concordou com a posição apresentada pela Polícia Federalista e defendeu que o pedido fosse submetido à livre distribuição. Em seguida receber a revelação, Moraes determinou o sorteio do caso.
O resultado acabou levando o processo justamente para André Mendonça.
A tradução de segmento dos ministros e interlocutores do Supremo é que a escolha do momento para encaminhar o pedido pode ter sido estratégica. Segundo essa avaliação, a Polícia Federalista teria aguardado Moraes assumir a presidência do tribunal durante o recesso para apresentar a solicitação, evitando que a decisão sobre a distribuição ficasse sob responsabilidade do presidente Edson Fachin.
Fachin, segundo essa fileira do tribunal, vem dando respaldo à atuação de Mendonça na meio das investigações relacionadas ao INSS e ao Banco Master.
A leitura de que teria havido uma tentativa de contornar a relatoria de Mendonça também é associada ao envolvente de tensão existente entre o ministro e integrantes das instituições responsáveis pela investigação.
Nos últimos meses, Mendonça protagonizou divergências tanto com a Polícia Federalista quanto com a Procuradoria-Universal da República. Em março, por exemplo, o ministro criticou a posição da PGR por não considerar urgente a operação realizada naquele período contra o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A relação com a Polícia Federalista também se deteriorou posteriormente Mendonça estabelecer que qualquer modificação na equipe responsável pelas investigações do INSS deveria ser comunicada previamente a ele. O ministro também determinou que a corporação informasse o curso das apurações.
A formalidade provocou reação entre integrantes da PF. A corporação recorreu à Advocacia-Universal da União (AGU) para buscar alternativas jurídicas que pudessem contrariar ou virar a decisão do ministro.
Nesse cenário, a definição da relatoria do interrogatório envolvendo Lulinha ganhou dimensão que ultrapassa a simples distribuição processual. Para uma fileira do STF, a sequência de decisões e manifestações envolvendo PF, PGR e Moraes alimenta a suspeita de que houve uma tentativa de impedir que Mendonça conduzisse diretamente a investigação desde o início.
Apesar disso, o sorteio acabou destinando o caso ao próprio Mendonça, mantendo sob sua responsabilidade uma investigação que envolve personagens e elementos relacionados às apurações do INSS.
https://jornalbrasilonline.com.br/vaza-reacao-dentro-do-stf-e-revela-suspeita-de-articulacao-para-afastar-mendonca-de-lulinha//Manadeira/Créditos -> JORNAL DO BRASIL ONLINE
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