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“Sobre a prisão do vereador Senival Moura, ocorrida na manhã desta quinta-feira, 25 de junho, o Diretório Municipal do PT de São Paulo tomou conhecimento dos fatos e acompanhará atentamente o desenrolar das investigações.”
A direção partidária anunciou que encaminhou o caso à Percentagem de Moral, conforme previsto no Regimento do PT. Segundo a nota, o procedimento pode levar a medidas disciplinares, incluindo solidão cautelar e até a expulsão do filiado, com garantia de extenso recta de resguardo, contraditório e devido processo permitido.
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“O Diretório Municipal do PT de São Paulo não compactua com qualquer prática ilícita e reafirma que todos os fatos devem ser rigorosamente apurados pelas autoridades competentes, com reverência à lei e às garantias constitucionais.”
Ainda na nota, o PT reiterou seu “compromisso intransigente com o combate ao violação organizado”, declarando espeque a ações das forças de segurança, uma vez que a Operação Carbono Oculto, e defendendo a aprovação, pelo Senado Federalista, da PEC da Segurança Pública proposta pelo Governo Federalista.
Promotor aponta que PCC mira licitações milionárias e pede pente-fino no setor
Em entrevista coletiva sobre a Operação Última Paragem, o promotor de Justiça Lincoln Gakiya descreveu o enfrentamento à infiltração do PCC em órgãos e contratos públicos uma vez que um dos maiores desafios das autoridades de São Paulo. Segundo ele, o Ministério Público vem alertando há tempos sobre essa verdade.
“É um duelo enorme. Não quer manifestar que ele não possa ser vencido. O Ministério Público vem fazendo essa mensagem de que o violação organizado há muito tempo já está infiltrado nos poderes do Estado”, afirmou.
O promotor fez questão de esclarecer que o objetivo da partido não passa por assumir cargos eletivos ou comandar diretamente instituições. O interesse, segundo Gakiya, é financeiro: morder uma parcela dos negócios públicos, mormente aqueles que envolvem cifras expressivas.
“Isso não quer manifestar que o PCC queira se tornar um partido político, um prefeito, um governador ou um vereador. Mas ele quer participar de uma fatia dos negócios públicos, dessas licitações milionárias”, disse.
Cooperativas transformadas em empresas abriram brecha para lavagem de verba
A investigação revelou um padrão específico de infiltração. Segundo Lincoln Gakiya, antigas cooperativas do setor de transporte coletivo foram convertidas em sociedades anônimas e passaram a necessitar de capitalização. Garagens, pátios e outras estruturas operacionais demandavam investimentos que os antigos cooperados não conseguiam bancar sozinhos.
“Houve a premência de aporte de capital e aqueles cooperados não tinham recursos para isso. Surge logo o violação organizado através de interpostas pessoas para integralizar esse capital e depois cobrar essa fatura”, afirmou.
Foi nesse vácuo que integrantes do PCC injetaram recursos por meio de familiares, laranjas e terceiros, passando a treinar influência sobre essas companhias. De convenção com o promotor, esse protótipo já foi identificado em outras empresas do mesmo setor, algumas delas mira de apurações anteriores por supostas conexões com membros da partido.
Subsídios milionários atraem interesse do violação organizado
Gakiya também destacou o volume financeiro que circula no mercado de transporte urbano uma vez que um fator determinante para o interesse criminoso. Além da receita oriunda das tarifas cobradas dos passageiros, as concessionárias de ônibus recebem subsídios de grande valor pagos pela gestão municipal de São Paulo.
O promotor citou valores repassados pela Prefeitura de São Paulo a empresas do setor ao longo dos últimos anos uma vez que exemplo da dimensão econômica desse mercado. Para ele, esses montantes explicam por que o violação organizado investe tanto esforço para se infiltrar no segmento.
Promotor ofídio revisão na fiscalização e defende pente-fino rigoroso
Diante do cenário apresentado, Lincoln Gakiya defendeu que tanto o poder público quanto o Ministério Público adotem medidas de contenção mais eficazes. O setor de transporte urbano, segundo ele, precisa ser submetido a uma varredura completa.
“É preciso que o poder público e o Ministério Público façam uma contenção. Está evidente que há infiltração do violação organizado em empresas que participam de licitações públicas”, afirmou.
A polícia apontou o vereador Senival Moura uma vez que gavinha entre o universo político, o transporte público e o PCC. As investigações seguem em curso, e o caso agora tramita também na esfera disciplinar do PT, que promete responsabilizar o filiado caso os fatos sejam confirmados.
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https://www.contrafatos.com.br/promotor-faz-alerta-grave-apos-prisao-de-vereador-do-pt-em-operacao-contra-o-pcc//Natividade/Créditos -> CONTRA FATOS
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