Procurador do MPSP critica incisão de penduricalhos pelo STF, relata queda salarial de R$ 54 milénio para R$ 30 milénio e convoca protesto
Por ContraFatos 14/06/2026 Atualizado em 14/06/2026
Decisão do Supremo reduziu salário de R$ 54 milénio para R$ 30 milénio, segundo o próprio procurador
A limitação dos chamados penduricalhos pelo Supremo Tribunal Federalista (STF) gerou possante reação entre membros do funcionalismo público. Um dos casos mais emblemáticos é o do procurador de JustiçaLuiz Roberto Cicogna Faggioni, integrante do Ministério Público de São Paulo (MPSP), que se manifestou publicamente contra a medida e mobilizou colegas para um protesto.
Remuneração que ultrapassava R$ 100 milénio
De concórdia com o Portal da Transparência do MPSP, Faggioni recebeu R$ 147 milénio líquidos em abril. Conforme apurou o jornal O Estado de S. Paulo, o próprio procurador justificou que esse montante foi fenomenal, pois incluía o pagamento de férias acumuladas. Nos meses anteriores, seus vencimentos líquidos oscilaram entre R$ 52 milénio e R$ 83 milénio.
Leitura
Em mensagens enviadas a colegas, Faggioni relatou que sua remuneração mensal despencou de R$ 54 milénio para R$ 30 milénio posteriormente a emprego das novas regras do STF. As informações foram divulgadas pelo O Estado de S. Paulo.
Convocação para protesto e querela de ilegalidade
Revoltado com a situação, o procurador convocou colegas para uma sintoma na sede do MP paulista, localizada no núcleo da capital. Nas mensagens que circularam entre membros da categoria, ele declarou que os profissionais não poderiam admitir um incisão salarial tão declivoso e classificou a decisão porquê proibido.
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Na avaliação de Faggioni, os valores atingidos pela mandamento do STF não configuravam privilégios. Tratava-se, segundo ele, de parcelas previstas em lei e que haviam sido incorporadas à remuneração ao longo dos anos. O integrante do MPSP também alertou que a redução compromete o planejamento financeiro dos procuradores e pode levar colegas à inadimplência.
O que decidiu o STF em março
A decisão que provocou a polêmica foi tomada em março, quando o STF determinou a extinção de 15 benefícios pagos ao funcionalismo. Outros oito tipos de verbas indenizatórias foram mantidos, mas com uma trava: esses pagamentos não podem superar 35% do subvenção dos ministros da Namoro. A medida começou a produzir efeitos nos salários pagos a partir de maio.
Recursos aguardam julgamento no Supremo
Entidades representativas dos procuradores já reagiram no campo jurídico. Foram apresentados embargos de enunciação contra a decisão do Supremo. Os recursos, que ainda aguardam julgamento, têm porquê objetivo esclarecer pontos das novas regras e obter a suspensão de seus efeitos enquanto as questões não forem resolvidas.
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