Lula propõe que brasileiros devolvam celulares roubados pelos Correios, mas críticos classificam a iniciativa porquê performática e ineficiente contra o violação
Por ContraFatos 11/06/2026 Atualizado em 11/06/2026
Iniciativa propõe reembolso voluntária de aparelhos furtados, mas críticos apontam demagogia e ineficiência estatal
Uma proposta do governo federalista provocou reações intensas ao sugerir que donos de celulares roubados ou furtados recebam mensagens orientando a reembolso voluntária dos aparelhos, inclusive utilizando os Correios porquê via de entrega. O presidente Lula garantiu que a medida “deixará 200 milhões de brasileiros seguros”.
Números expõem incoerência na estratégia do governo
O que labareda atenção é a dimensão do problema que o próprio governo já tem mapeada: 2,5 milhões de celulares roubados estão cadastrados em bases oficiais. O oferecido levanta um questionamento meão: se o código IMEI permite identificar cada aparelho individualmente, por que o esforço não está concentrado em bloquear imediatamente o funcionamento desses dispositivos, ampliar a fiscalização e desarticular as quadrilhas especializadas em latrocínio, desbloqueio e revenda?
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O app Celular Seguro, lançado em 2023 justamente para combater esse tipo de violação, continua subutilizado, o que evidencia falhas estruturais na notícia e na realização das políticas públicas de segurança do dedo.
Enunciação de Lula gera polêmica ao dividir debate por classe social
O vista mais discutível da iniciativa, entretanto, foi o oração que a acompanhou. Lula afirmou: “Rico não compra telefone roubado, mas pobre compra”. A frase foi amplamente criticada por transformar uma questão de segurança pública em ramificação de classes.
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Especialistas apontam que a legislação brasileira já faz saliência clara entre receptação dolosa — quando o comprador sabe que o resultado tem origem ilícita — e receptação culposa — quando não há esse conhecimento. Ao generalizar, o presidente acabou criminalizando a população de baixa renda por presunção, enquanto deixou de lado a responsabilização de receptadores conscientes que alimentam o mercado ilegal.
Críticos classificam a medida porquê ação performática
Na avaliação de analistas, a proposta não enfrenta de trajo as redes criminosas que sustentam o roubo e a revenda de celulares no país. Tampouco ataca a receptação organizada ou a notória ineficiência do sumptuosidade estatal no combate a esses crimes. O resultado, segundo os críticos, é mais uma ação de caráter performático, que serve para projetar a imagem de protetor dos vulneráveis, enquanto o cidadão generalidade permanece refém da violência urbana e da impunidade.
Vale lembrar que os Correios enfrentam seus próprios problemas financeiros graves: a estatal registrou prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, um rombo 83% maior do que o verificado no mesmo período do ano anterior. Nesse cenário, a teoria de transformar a empresa em via logístico para devoluções de aparelhos roubados adiciona mais uma categoria de ceticismo sobre a viabilidade e a seriedade da iniciativa.
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