Pesquisa Genial/Quaest revela que 71% dos brasileiros percebem piora no poder de compra,
Quando 71% da população afirma que seu poder de compra está pior do que há um ano, não estamos diante de uma questão de percepção — estamos diante de um veredito.
Receba no WhatsApp as principais notícias do dia em primeira mão
Entre no grupo
A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira revelou um salto de sete pontos percentuais na parcela de brasileiros que sente no bolso a deterioração econômica. Em março, 64% dos entrevistados diziam que o poder de compra havia piorado. Agora, são 71%. Enquanto isso, os que consideravam a situação inabalável caíram de 21% para 17%, e os que viam melhora encolheram de 14% para 11%.
Quem mais sofre é quem menos tem
O oferecido mais revelador — e mais cruel — da pesquisa está na tira de renda mais baixa. Entre os brasileiros que ganham até dois salários mínimos, a percepção de piora saltou de 59% em março para 72% agora. Treze pontos percentuais em questão de semanas. São exatamente as pessoas que o governo Lula prometeu proteger, aquelas em nome das quais se justifica cada novidade rodada de gastos públicos, cada programa social turbinado em ano de crise.
A ironia é tão brutal quanto previsível. O exposição solene repete à exaustão que a economia vai muito, que o tarefa cresce, que os indicadores sociais melhoram. Mas o supermercado não mente. A conta de luz não mente. O preço da mesocarpo não mente. E o brasílico que vive na ponta — aquele que depende de cada centavo — sabe perfeitamente que está perdendo a corrida contra a inflação real, aquela que come o salário antes mesmo de ele chegar à conta.
A desconexão entre o Planalto e a verdade
Há um tanto profundamente disfuncional quando um governo que se elegeu prometendo colocar o pobre no orçamento entrega, na prática, um cenário em que a classe mais vulnerável é a que mais perde poder de compra. Onde está o resultado concreto da política econômica expansionista? Onde estão os frutos dos bilhões injetados em programas de transferência de renda?
A resposta é simples e desconfortável: a gastança sem responsabilidade fiscal pressiona a inflação, que corrói o poder de compra justamente de quem o governo diz proteger. É o ciclo vicioso que qualquer economista sério — e não unicamente os de viés conservador — reconhece. Gasta-se mais, tributa-se mais, imprime-se mais, e o preço de tudo sobe. Quem paga a conta? O trabalhador que ganha dois salários mínimos e vê a cesta básica lamber uma fatia cada vez maior do seu rendimento.
Enquanto o Planalto se ocupa de narrativas, de disputas ideológicas e de alianças políticas para manter a máquina funcionando, o brasílico geral faz contas no caixa do mercado e decide o que vai tirar do carrinho. Essa é a pesquisa que nenhum marqueteiro consegue rebater.
Sete pontos percentuais em poucos meses não são flutuação estatística. São um rebate. A questão é se alguém em Brasília está disposto a ouvi-lo — ou se vão continuar fingindo que o termômetro está quebrado enquanto a febre só aumenta.
Veja também
Brasília,dispêndio de vida,economia brasileira,governo Lula,Inflação,Lula,pesquisa quaest,poder de compra,política,salário mínimo
https://www.contrafatos.com.br/poder-de-compra-despenca-na-percepcao-dos-brasileiros-e-governo-finge-que-nao-ve//Nascente/Créditos -> INFOMONEY







