Brasil recebe invitação dos EUA para reunião contra terrorismo de esquerda liderada por Marco Rubio, gerando constrangimento ao governo Lula
Por ContraFatos 11/07/2026 Atualizado em 11/07/2026
Washington convoca mais de 60 países para debater terrorismo de esquerda — e Brasil está na lista
Em meio a um cenário de crescente atrito diplomático entre Brasília e Washington, o governo Lula recebeu um invitação no mínimo constrangedor dos Estados Unidos: participar de uma reunião internacional dedicada a combater o “ressurgimento do terrorismo transnacional de esquerda“. O encontro está marcado para 16 de julho, na capital norte-americana.
A ironia do invitação não passa despercebida. Recentemente, o próprio Lula e integrantes de seu governo se esforçaram para projetar ao mundo a imagem de que a gestão brasileira não é de esquerda. Agora, são chamados justamente para um evento que mira o espectro político ao qual historicamente se associam.
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Quem lidera o evento e qual é a graduação da reunião
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, será o anfitrião da reunião, que deve racontar com representantes de mais de 60 países. Segundo o jornal The Washington Post, o evento foi organizado porque o governo de Donald Trump considera o terrorismo de esquerda uma ameaço antiga que volta a lucrar força no cenário global.
A informação foi confirmada tanto pelo Itamaraty quanto pela diplomacia norte-americana.
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Invitação ao Itamaraty e incerteza sobre a presença brasileira
O invitação foi formalmente endereçado ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Até o momento, porém, sua participação não foi confirmada. A titubeação ocorre num contexto de tensões bilaterais que só fazem aumentar entre o Brasil e os Estados Unidos.
Enunciação polêmica de Mauro Vieira esquenta o clima
Nesta mesma semana, Mauro Vieira fez uma enunciação que agravou ainda mais a relação entre os dois países. O chanceler afirmou que a classificação do PCC e do Comando Vermelho uma vez que organizações terroristas pelos EUA poderia transfixar espaço para uma mediação militar americana em território brasiliano.
A reação de Washington foi dura e imediata. O Departamento de Estado classificou a fala uma vez que “absurda” e declarou que “alegações vagas” podem “ajudar e incentivar” grupos terroristas — uma resposta que expõe o desgaste diplomático provocado pela postura errática do governo Lula nas relações internacionais.
A situação coloca a gestão Lula numa posição delicada: ao mesmo tempo em que tenta se desvincular do rótulo de esquerda no cenário mundial, é convocada justamente para discutir ameaças associadas a esse campo político. O incidente levanta questionamentos sobre a congruência e a credibilidade da política externa brasileira sob a atual gestão.
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https://www.contrafatos.com.br/governo-lula-e-convidado-por-trump-para-reuniao-contra-extrema-esquerda-apos-negar-publicamente-ser-de-esquerda//Manadeira/Créditos -> CONTRA FATOS
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