Em seguida o ministro do Supremo Tribunal Federalista (STF) Alexandre de Moraes conceder, nesta terça-feira, 23, prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) por 90 dias, em razão de problemas de saúde, o ex-vereador do Rio de Janeiro e “fruto 02” do ex-mandatário, Carlos Bolsonaro, publicou um vídeo nas redes sociais defendendo o pai e questionando a prisão.
No teor, ele afirmou que o pai “não cometeu violação nenhum e não deveria nem sequer estar recluso”. Segundo Carlos Bolsonaro, a prisão domiciliar não representa liberdade e não encerra o debate sobre a situação do ex-presidente. “Olha só, prisão domiciliar não é liberdade. O presidente Bolsonaro não cometeu violação nenhum, não desviou milhões de cofres públicos e muito menos deu golpe porquê tentam acusá-lo. A prisão domiciliar não se encerra o debate, mas se inicia”, disse.
Ele afirmou, ainda, que Bolsonaro “não deveria nem sequer estar recluso, o último presidente da República com uma conduta ilibada, sendo proibido de estar ao lado do povo e permanentemente censurado nas redes sociais”. Carlos classificou a situação de Bolsonaro porquê “tortura, silenciamento e impedimento de notícia” e defendeu que a população não deve “regularizar o termo da sua liberdade e comemorar migalhas ditatoriais”.
A decisão de Moraes converteu a prisão do ex-presidente em regime domiciliar humanitário, atendendo a um pedido da resguardo de Bolsonaro e com parecer favorável da Procuradoria-Universal da República (PGR), que considerou a requisito de saúde do ex-presidente, internado desde o dia 13 de março com quadro de broncopneumonia. Ele foi transferido da UTI para um quarto hospitalar em uma unidade de Brasília. A prisão domiciliar não extingue a pena, mas altera temporariamente o sítio de cumprimento da detenção.
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