A Justiça de São Paulo, por meio da decisão da 1ª Vara Criminal de Assis (SP), absolveu os réus acusados de participar do transporte de mais de 3 toneladas de cocaína apreendidas em dezembro de 2024 na cidade.
Segundo a denúncia, os réus atuariam uma vez que batedores — motoristas que vão na frente para alertar sobre fiscalizações — de um caminhão que transportava a fardo avaliada em R$ 130 milhões. Mas a resguardo apresentou provas mostrando que os veículos dos acusados não fizeram a mesma rota que o caminhão.
Os advogados usaram dados de localização da Secretaria da Segurança Pública e das operadoras de celular para montar um planta com os trajetos. O material foi entregue à Justiça, que entendeu que as informações mostravam claramente que os veículos não estavam ligados à droga.
Na sentença, o magistrado levou em conta os argumentos da resguardo e os acolheu: “É evidente que a participação desses acusados nos fatos merecia uma melhor apuração investigativa, inobstante as coincidências contidas na denúncia que não foram suficientes para justificar o decreto condenatório, razão pela qual a indulto deles é medida de rigor, diante da fragilidade probatória”.
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Os réus foram defendidos pelos advogados Fahd Dib Junior, Henrique Nogueira Hernandes e Ana Carolina Prestupa.
Maior mortificação da história do estado de SP
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) confirmou que a mortificação de mais de 3 toneladas de cocaína em Assis (SP) foi a maior já registrada na história do estado de SP.
As 3,25 toneladas de cocaína divididas em 2.280 tabletes estavam escondidas em um caminhão onusto com ração bicho. O veículo foi abordado na Rodovia Raposo Tavares (SP-270) durante a Operação Impacto.
De negócio com a Polícia Rodoviária, além da cocaína, foram encontrados seis pacotes de haxixe, que somaram 5,76 quilos.
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